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Ar rarefeito: GP do México pode ter recorde de velocidade

Os carros de F1 devem igualar, ou até mesmo exceder, as velocidades máximas da temporada, registradas em Monza

Track atmosphere
Andrew Shovlin, engenheiro da Mercedes AMG F1
Sergio Perez, Sahara Force India F1 VJM08 leads Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB11
Kimi Raikkonen, Ferrari SF15-T e Jenson Button, McLaren MP4-30
Nick Chester, Technical Director Lotus F1 Team
Eric Boullier, McLaren Racing Director in the FIA Press Conference
The stadium section
Track atmosphere

Como o circuito Hermanos Rodríguez está localizado a 2,2 mil metros acima do nível do mar, o ar é menos denso e deve provocar um grande efeito na performance aerodinâmica dos carros.

A análise dos dados indica que se os times conseguirem aumentar a rotação dos motores acima do que fazem normalmente, há uma chance de que as velocidades ultrapassem as registradas em Monza e fiquem acima dos 355 km/h.

E o mais surpreendente: as grandes velocidades podem ser atingidas mesmo com os times optando por uma regulagem de alta downforce. Isso poderá ocorrer justamente pelo fato de o ar ser menos denso e fornecer menos arrasto para o carro.

O diretor da McLaren, Eric Boullier, confirmou a possibilidade, em entrevista ao Motorsport.com: "é verdade que a gente possa ver carros com muito downforce, mas com as velocidades máximas semelhantes às de Monza."

O diretor técnico da Lotus, Nick Chester, acredita que a redução no arrasto irá acarretar velocidades máximas, especialmente na reta principal do circuito:

"O ar menos denso fornece menos downforce do que observamos no nível do mar. Por causa disso, nós talvez possamos ver algumas velocidades incríveis na reta de largada e chegada. Por outro lado, o ar menos denso também significa que você não consegue refrigerar tudo o que quer refrigerar, como acontece em terrenos mais baixos", disse.

Desafio para os motores

 

O ponto chave da questão é se os motores conseguirão entregar o máximo de potência, mesmo com a altitude. O chefe dos engenheiros de corrida da Mercedes, Andrew Shovlin, admite que o GP do México pode ser um teste "extremo" para os motores.

"O México nos apresentará alguns desafios únicos para o nosso óleo de motor. A altitude elevada significa que teremos um resfriamento muito baixo, então será um circuito com condições extremas", disse.

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