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Boatos e até suicídio marcam primeiro aniversário de acidente de Schumacher

A falta de informações oficiais comprova que a situação do alemão ainda é grave após acidente de esqui

Notícias desencontradas, muita especulação e até um suicídio marcaram o noticiário sobre Michael Schumacher desde o acidente sofrido em 29 de dezembro de 2013. O alemão estava esquiando em Méribel, na França, quando bateu em uma pedra, caiu e bateu a cabeça em uma segunda pedra, metros adiante. O impacto foi tão forte que chegou a quebrar o capacete que o heptacampeão da Fórmula 1, que se aposentara da categoria em 2012, usava.

[publicidade] Logo após o acidente, Schumacher estava “consciente, mas muito confuso” e foi transferido para o hospital mais próximo. Porém, sua situação piorou muito nas primeiras horas e o alemão foi levado ao Centro Hospitalar Universitário de Grenoble, onde foi operado devido a um trauma cerebral e foi colocado em coma artificial.

No dia seguinte, os médicos reconheceram que a situação era “excepcionalmente séria” e que havia comprometimento de funções cerebrais. O alemão passou por uma segunda cirurgia, para diminuir a pressão intracraniana.

Dali em diante, as informações oficiais foram raras. Dia 30 de janeiro, a empresária do piloto, Sabine Kehm, afirmou que o alemão seria “lentamente” acordado do coma. Em 4 de abril, foi divulgado que Schumi tinha “momentos de consciência”. Mas foi apenas em junho que os médicos confirmaram que o ex-piloto não estava mais em estado de coma. Essa demora apenas serviu para salientar a gravidade do caso.

Nesse meio tempo, os investigadores do acidente concluíram que o ex-piloto não estava esquiando de maneira muito veloz na hora do acidente e que estava a 4,5m da pista. Esquiar fora dos limites é prática comum, especialmente entre esquiadores mais experientes, como era o caso de Schumacher. A neve mais fofa aumenta o nível de dificuldade.

Em 16 de junho, Schumacher foi transferido para um hospital em Lausanne, na Suíça, próximo de sua casa. No caminho, um funcionário da companhia Rega, contratada para fazer o serviço, roubou os arquivos que continham informações sobre o estado de saúde do alemão e tentou vendê-las para jornais da França e Inglaterra por 68 mil dólares. O homem, cuja identidade não foi revelada, foi preso e se enforcou no dia seguinte.

Dia 9 de setembro, Sabine anunciou que Schumacher deixara o hospital na Suíça e continuaria o tratamento em casa. Porém, a empresária salientou que o ex-piloto ainda tinha “um longo e difícil caminho adiante”, sem dar detalhes sobre a situação clínica do alemão, que completa 46 anos dia 3 de janeiro.

A falta de informações oficiais e a ânsia dos fãs em saber mais sobre a situação de Schumacher fez com que vários boatos corressem o mundo neste ano.
Porém, todos os relatos, como o do ex-piloto Philippe Streiff, dando conta de que o alemão ainda não falava, mas começava a reconhecer a família, ou do presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, que afirmou que o alemão tinha chances de voltar a ter uma vida normal, foram rechaçados.
 
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