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Com Ferrari em crise, Stefano Domenicali pede demissão

Italiano, que assumiu o cargo em 2008, diz querer "chacoalhar as coisas" com a mudança na chefia

O pior início de ano da Ferrari desde 2009 fez sua primeira vítima: o chefe Stefano Domenicali se demitiu e foi substituído por Marco Mattiacci, que ocupava o cargo de comando na divisão de venda de carros de rua.

“É hora de uma mudança significativa”, disse Domenicali, que assumiu o posto deixado por Jean Todt em 2008, mas já estava na Ferrari desde 1991, logo depois de ter se formado em administração na Universidade de Bolonha. “Como chefe, eu assumo a responsabilidade, como sempre fiz, por nossa atual situação.”

Ferrari resolve continuar arriscando: confira análise de Luis Fernando Ramos sobre as mudanças no time


A Ferrari atualmente é a quinta colocada no mundial de construtores, com menos de um terço dos pontos da líder Mercedes.

“A decisão foi tomada com o objetivo de fazer algo para chacoalhar as coisas e para o bem deste grupo de pessoas do qual me sinto muito próximo. Com todo meu coração, eu agradeço os homens e mulheres da equipe, os pilotos e os parceiros do ótimo relacionamento que tivemos ao longo dos anos.”

O italiano também agradeceu ao presidente Luca di Montezemolo, “por sempre ter me apoiado e a todos os fãs. Só me arrependo de não termos conseguido colher tudo o que trabalhamos duro para mostrar nos últimos anos.”

O presidente da Ferrari frisou o crescimento de Domenicali ao longo de sua carreira na empresa. “Agradeço Stefano Domenicali não apenas pela constante contribuição e empenho, mas pela grande noção de responsabilidade que soube demonstrar, colocando o interesse da Ferrari acima do seu. Vi Domenicali crescer profissionalmente nestes 23 anos de trabalho juntos e por isso lhe desejo muito sucesso no futuro.”

Domenicali é a última de uma sequência de mudanças na Ferrari nos últimos anos. Desde que o time venceu o mundial de construtores de 2008 e ficou a um ponto do título de pilotos com Felipe Massa, vários profissionais em posições de comando foram saindo.

A primeira grande vítima foi o engenheiro Chris Dyer, figura importante nos anos de títulos de Michael Schumacher, que foi apontado como o culpado pelo erro estratégico que tirou o título de Fernando Alonso em 2010.

Depois de um início fraco no ano seguinte, o diretor técnico Aldo Costa foi demitido. O engenheiro hoje é responsável pelo carro da Mercedes.

Alonso chegaria perto do título novamente em 2012, mas ficou com o vice. Problemas no desenvolvimento do carro fizeram com o que o time reestruturasse o túnel de vento e outras instalações técnicas. O engenheiro James Allison foi contratado e Pat Fry acabou sendo deixado em um cargo menos representativo.

A expectativa era de que a Ferrari se aproveitasse da grande mudança no regulamento deste ano para crescer, mas a unidade de potência dos italianos tem se mostrado menos potente do que os Mercedes. 
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