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Ex-novatas começam segundo ano ainda na rabeira

Lotus e Virgin conseguiram completar a prova com um carro cada entre os classificados, mas ainda estão bem atrás das rivais

Kovalainen abandonou com um vazamento de água no radiador

A segunda temporada dos times que estrearam em 2010 começou com a promessa de que ao menos a Lotus estaria mais próxima dos rivais. Apesar do rendimento ser melhor que no início do ano de estreia, tanto o time de Jarno Trulli e Heikki Kovalainen quanto a Virgin de Timo Glock e Jerome d’Ambrosio têm muito trabalho pela frente.

Para se ter uma ideia, a volta mais rápida de Trulli ficou a 3s6 de Massa, dono da melhor marca do dia, enquanto d’Ambrosio foi 5s5 mais lento.

O italiano e o belga foram os dois últimos colocados da prova, em 15º e 16º, respectivamente – Glock também cruzou a linha de chegada, mas, como estava nove voltas atrás, arrastando-se com problemas mecânicos, não foi classificado. Já Kovalainen abandonou com um vazamento de água no radiador.

Foi o quadro de um final de semana recheado de problemas para a Lotus. “Nossa velocidade na corrida foi muito mais representativa do ritmo que tivemos nos testes, então nosso objetivo para a Malásia é ter certeza de que manteremos o mesmo nível por todo o final de semana”, frisou o diretor técnico Mike Gascoyne, por meio da assessoria de imprensa da equipe.

Trulli também destacou que, apesar dos problemas enfrentados na Austrália, foi bom completar a prova. O mesmo não pôde ser dito de Kovalainen, que abandonou após 19 voltas.

“Até o abandono estava feliz com minha performance. Estava conseguindo acompanhar Alguersuari e Perez. Acho que foi um final de semana mais difícil do que esperávamos, mas agora temos tempo para analisar os dados, descobrir por que o ritmo não era tão bom quanto o esperado e trabalhar na confiabilidade antes de chegar na Malásia.”

O estreante da Virgin, d’Ambrosio, ficou feliz em completar a prova. “Me senti confortável com o carro, ainda que pudesse ter sido um pouco mais rápido no final da corrida”.

Seu companheiro, Timo Glock, sofreu por grande parte da prova as consequências de um pitstop desastrado: a roda ficou solta e o alemão teve que parar novamente. No processo, acabou danificando o carro. “Foi um pouco frustrante, mas ao menos demonstramos boa confiabilidade.”

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