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Fabricantes da F1 tentam reviravolta para ter MGU-H em 2021

As discussões acerca do regulamento de motores da F1para 2021 estão no limbo após as atuais fabricantes questionarem o pacote que foi definido pelo Liberty Media e a FIA.

Largada do GP da Grã-Bretanha
Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motorsport
Christian Horner, Red Bull Racing Team Principal
Chase Carey, Chief Executive Officer and Executive Chairman of the Formula One Group and Andy Palmer, Aston Martin CEO on the grid
Christian Horner, Red Bull Racing Team Principal
Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motorsport and Andy Cowell, Managing Director, Mercedes AMG High Performance Powertrains
Chase Carey, Chief Executive Officer and Executive Chairman of the Formula One Group
Ross Brawn, Formula One Managing Director of Motorsports
Cyril Abiteboul, Renault Sport F1 Managing Director

Os parâmetros básicos do regulamento simplificado, incluindo a remoção do MGU-H, foram anunciados pelas duas entidades em outubro do ano passado.

As discussões prosseguiram desde então, e, após algumas reservas iniciais, as fabricantes indicaram que aceitaram a perda do MGU-H. A FIA esperava produzir o regulamento final ao fim de junho.

Contudo, de última hora e após discussões na reunião do Grupo Estratégico, na última semana, as fabricantes reagiram e sugeriram que querem manter o atual pacote, incluindo o MGU-H.

O fator principal que proporcionou sua posição foi o fato de que nenhuma nova fabricante se comprometeu a entrar na F1 em 2021, o que foi uma das principais razões das novas propostas.

A Porsche se envolveu em todas as discussões na formação das regras de 2021, assim como fez a Volkswagen quando o atual regulamento V6 turbo híbrido foi formulado.

Entretanto, ela ainda não tomou a decisão quanto ao lançamento de um programa na F1, parte disso por conta do escândalo de emissões envolvendo o Grupo VW.

A Aston Martin, que havia indicado um interesse em um projeto na F1, também está em cima do muro.

Além disso, o recém-anunciado acordo da Red Bull com a Honda mudou o cenário, o que também deixa o envolvimento da Aston menos provável.

O consenso entre as fabricantes é que não há sentido em fazer um enorme investimento para rever seus projetos quando não há novas entrantes no horizonte.

Contudo, elas estão dispostas a fazer concessões em áreas para melhorar o som, ajustar o uso de combustível para gerar mais potência e introduzir algumas partes patronizadas.

“Ainda está muito aberto à discussão”, disse o chefe da Mercedes, Toto Wolff. “Tivemos uma apresentação sobre o que significaria um redesenho do motor.”

“Todas as fabricantes comprometidas com a F1 deram suas preferências, com o entendimento da nossa parte que talvez precisemos ter um pouco mais de barulho e uma discussão em torno do consumo de combustível, o que é importante.”

“Mas apenas redesenhar o motor sem ter ninguém entrando não faz muito sentido.”

“Então, se alguém se comprometer a entrar na F1 da mesma forma que nós nos comprometemos, passando pelos altos e baixos, com todos os custos e investimentos necessários, vamos discutir o regulamento de motores. Mas, se ninguém entrar, é uma discussão acadêmica.”

Christian Horner, da Red Bull, indicou que a falta de novas entrantes se tornou um problema.

Além disso, a Honda está determinada a manter o MGU-H, e, portanto, a Red Bull passou a apoiar tal posição.

“Acho que, no fim das contas, a entidade regulamentadora e a detentora dos direitos comerciais têm de fazer o que elas acreditam que é o certo para o esporte”, disse Horner.

“Não parece que ninguém está entrando, então cabe à FIA e ao Liberty decidirem o que eles querem.”

Chefe da Renault, Cyril Abiteboul deixou claro que a fabricante francesa não quer ser forçada a iniciar uma nova corrida de desenvolvimento.

“Acho que sempre damos prioridade à estabilidade”, disse ao Motorsport.com. “Acho que essa é a base para tudo, particularmente a F1, que é um ambiente tão competitivo e caro.”

“Isso é verdade para os motores e para todo o resto, para o desenvolvimento aerodinâmico e assim por diante.”

“Acho que subestimamos os benefícios da estabilidade para o custo para todos – para as fabricantes, para as equipes, mas também para o espetáculo, porque queremos corridas mais parelhas, ação próxima.”

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