Wolff se manifesta sobre montagens com Verstappen em jatinho: "Burburinho das redes tomou a F1"

Popularidade do chefe da Mercedes aumentou significativamente com as redes sociais e austríaco já teve imagem utilizada na internet de diversas formas

Toto Wolff, Mercedes

Toto Wolff não é mais apenas um dos chefes de equipe mais bem-sucedidos da história da Fórmula 1. Em uma época em que as corrida estão em alta e com Brad Pitt pronto para levar "F1 - O Filme" aos cinemas de todo o mundo, o austríaco de 53 anos também se tornou um ícone global nas redes sociais. 

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Ainda em 2019, uma foto apareceu na Internet durante protestos no Líbano contra a corrupção do governo e o primeiro-ministro Saad Hariri. Nela, um homem segurava um cartaz com os dizeres: "Quero que Toto Wolff seja nosso primeiro-ministro. Ele tem as melhores estratégias!" Seis anos depois, o Instagram, o TikTok e outras redes evoluíram, e o conteúdo viraliza com ainda mais facilidade.

Fotos genuínas de Wolff sem camisa na praia se misturam com criações manipuladas de Inteligência Artificial que têm pouca semelhança com a realidade, mas são curtidas e compartilhadas por dezenas de milhares de usuários. Um exemplo disso foram as fotos que circularam no início de julho mostrando Max Verstappen e Wolff entrando no mesmo jatinho na Sardenha, que, algum tempo depois, descobriu-se ser uma montagem falsa, utilizando um vídeo de Wolff de 2022. 

No entanto, esse é um fenômeno ao qual Wolff dá pouca atenção: "Meu público-alvo não são os usuários de mídias sociais", disse ele durante jantar com representantes da mídia holandesa em Zandvoort. "Meu público-alvo são adultos. Porém, de vez em quando, dou uma olhada no que está sendo inventado por aí. Às vezes, até fotos adulteradas por IA, mas eu costumo achar isso divertido."

Wolff dá uma risadinha quando acrescenta: "Com os deepfakes, você pode falsificar qualquer coisa. Acho que há até alguns vídeos pornôs com meu rosto em algum [outro] corpo". O que não o incomoda, "desde que seja um corpo bonito e que eu tenha um bom desempenho nas cenas", ele sorri.

O fato de ele tratar as redes sociais - e o abuso que ela às vezes permite - com tanta facilidade, recusando-se a permitir que essas publicações o afetem, diz muito sobre o homem de família. Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso pode dizer que os vídeos pornôs de Wolff não são reais. Mas quando figuras menos públicas são visadas dessa forma, a piada acaba rapidamente, pois a linha entre falso e real fica embaçada e se torna mais difícil de distinguir.

Figuras públicas como Wolff - e organizações globais como a Mercedes - tiveram que aprender a lidar com fake news em uma era em que as mídias sociais e as informações proliferam em inúmeros canais, muito além do controle de qualquer pessoa. E não apenas com falsificações óbvias de IA, mas também na chamada mídia tradicional.

Já se foi o tempo em que apenas um punhado de jornalistas fazia reportagens sobre a Fórmula 1 do paddock. Hoje, alguém como Wolff corre o risco de ser mal interpretado em cada entrevista. Mesmo que suas palavras sejam reproduzidas fielmente pela Plataforma X, a história recontada pela Plataforma Y - citando a Plataforma X - já pode se desviar do original.

"Hoje em dia, há um excesso de informações. E a cada recontagem, uma história se afasta ainda mais da fonte. Você lê algo em um dia e, no seguinte, já está sendo interpretado de forma diferente. Tudo por uma manchete sensacionalista. E quando você lê o artigo, ele geralmente é muito menos espetacular ou controverso do que a manchete sugere", explica Wolff.

"Aprendi a não levar isso muito para o lado pessoal. Em um determinado momento, pedi a Bradley, nosso chefe de comunicações, que me mostrasse apenas os piores exemplos no final de cada dia. E se ele quisesse me elogiar, talvez os melhores também. Por fim, ele parou de me mostrar os melhores. Ou não sobrou nenhum bom - ou ele acha que eu não devo ficar muito orgulhoso de mim mesmo", ri Wolff.

E por mais que as estrelas da F1 possam se incomodar com as distorções on-line, a explosão de histórias e postagens tem seu lado positivo: "É bom para a Fórmula 1. É a prova de como nosso esporte é forte e de como ele alcançou novos públicos. O burburinho das redes sociais tomou a Fórmula 1 de uma só vez".

Quanto a si mesmo, Wolff admite que navega por esse tipo de conteúdo "de vez em quando, só para dar uma risada. Mas isso não faz parte da minha rotina diária". O lado positivo, diz ele, é que "nosso público está se tornando mais jovem e cada vez mais feminino. Prefiro ter alguém postando pornografia deepfake sobre mim do que ninguém se importando. Porque houve uma época em que ninguém se importava conosco - e eu me lembro muito bem disso."

HAMILTON é MESSI, indagações a VETTEL, BORTOLETO, VERSTAPPEN, motores da F1 e F-E - LUCAS DI GRASSI

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