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Derani: “Ganha quem cometerá menos erros” nos GTs

Representante da Ferrari em Le Mans diz ao Motorsport.com que considera a sua categoria a mais parelha de todo o grid

#52 AF Corse Ferrari 488 GTE EVO: Toni Vilander, Antonio Giovinazzi, Pipo Derani

Pipo Derani considera que a categoria GTE Pro é a mais equilibrada das 24 Horas de Le Mans e que, por isso, se sobressairá aquele que cometer menos erros. 

O brasileiro está inscrito na prova com a Ferrari #52, ao lado de Antonio Giovinazzi e Toni Vilander. Na mesma categoria também há a participação de times oficiais de Porsche, Aston Martin, Ford, Corvette e BMW – e, ao contrário do que se passa na LMP2, outra classe marcada pelo equilíbrio, não há a necessidade de contar com pilotos amadores e de habilitação prata na FIA. 

“A GT vai ser, sem dúvida nenhuma, a categoria mais forte desse ano em Le Mans, não só em nível de carros, mas em relação a pilotos – são todos de fábrica, então vai ser uma grande luta, do começo ao fim”, disse Derani, em entrevista ao Motorsport.com Brasil em Le Mans. 

“Óbvio que tem algumas coisas que acabam entrando em jogo – como o balance of performance, que às vezes, infelizmente, é impossível prever e acaba favorecendo uma ou outra. Mas vai ser a categoria mais difícil. Vai ganhar quem cometer menos erro.” 

Derani considera que o trabalho desenvolvido por sua equipe até agora lhe permite ter a ambição de um resultado de destaque durante a corrida. “No fundo, a classificação não tem tanta importância em uma corrida de 24 Horas, mas é sempre bom largar na frente. A preparação até agora tem sido boa, a gente tem se entrosado bem entre nós três. Tem sido uma experiência bacana e estar com a Ferrari é bastante especial.”

“Em ritmo de corrida, não estamos tão ruins assim. Acho que temos chances de fazer uma boa prova . É importante não cometer nenhum erro, manter o carro na pista e ver como vai até o fim.”

Para este ano, Derani trocou a equipe Ford pela Ferrari e observou que a diferença entre as marcas tradicionalmente rivais nem é tanto no aspecto técnico do carro. “Os carros são bastante similares. A maior diferença vem na forma de operar da equipe, o que aí requer um pouco de adaptação. O jeito de falar com o engenheiro, o acerto do carro... Mas tem sido uma adaptação rápida considerando que no ano passado a gente trabalhando com ingleses e agora com italianos.”

Experiência na IMSA é benéfica

Derani é participante regular na principal categoria da IMSA, campeonato de endurance dos Estados Unidos. Segundo ele, o fato de ocupar uma posição diferente no certame americano, onde ele está na classe mais veloz e tem de lidar com o trânsito dos GTs, é benéfico para sua experiência em Le Mans. 

“É bom ter um pouco do ponto de vista de quando você é o mais rápido, porque você já sabe o que os protótipos vão fazer em relação aos GTs”, comentou.

“Óbvio que fica um pouco mais difícil quando você não é o carro mais rápido, porque fica na mão de quem está nos protótipos. O que é aconselhado é que nós fiquemos sempre no nosso traçado e que o mais rápido saia do traçado e ultrapasse.” 

“Mas tem que ficar um pouco de olho porque pode ser um pouco difícil com os amadores da LMP2, que podem tentar um pouco além do limite e criar uma situação desconfortável. Mas, em relação aos pilotos da LMP1 é tranquilo, porque eles sabem o que estão fazendo”, disse.

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