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Randy Mamola: exibição genial de Rossi é recado para Yamaha

Para Randy Mamola, a vitória de Valentino Rossi no GP da Espanha elevou o italiano ao status de gênio, além de ter passado uma clara mensagem para a Yamaha

Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Podium: winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Podium: winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing celebrates with the team
Winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing leads at the start
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Podium: winner Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing celebrates with champagne
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing

Inicialmente, esta coluna teria um protagonista diferente, mas a corrida que vimos no último domingo me obrigou a mudar de tema. É o mínimo que Valentino Rossi merece após ter feito o que fez em Jerez - não apenas a pole e a vitória, mas o recado que ele passou com tal performance.

É verdade que as condições no dia e horário da corrida provavelmente favoreceram mais a ele do que a qualquer outro piloto do grid, mas isso em nada diminui o feito alcançado por ele. Ninguém em a consciência duvida da 'mágica' de Rossi, mas a vitória de domingo elevou o italiano ao status de gênio. Precisamos ter em mente que estamos falando de alguém que já venceu tudo e tem 37 anos de idade.

Além do que ele fez na pista, o que achei mais fascinante foi o que Rossi fez fora dela. Como boa parte dos fãs, utilizo as redes sociais. Isso me permitiu ver um aspecto fundamental na estratégia dele em termos de treinamento motivacional. Na própria residência, Valentino se cerca de jovens talentos e compete contra eles.

Imagine por um instante o que um jovem de 18 anos, que compete na Moto3, deseja fazer quando corre contra o maior de todos. A única coisa que ele deseja e superar Rossi, para assim mostrar o talento que possui. Isso é algo que leva essas sessões de treinamento - realizadas em pista de terra e com motos potentes - a um altíssimo nível. Curiosamente, tais condições são bastante parecidas com as da corrida realizada em Jerez.

A prova foi 32 segundos mais lenta do que a de 2015 e isso se deu, basicamente, pela falta de aderência que afetou quase todos. As temperaturas subiram bastante no domingo e os pneus, com uma carcaça mais rígida, giravam em falso o tempo todo. No entanto, há um elemento que foi fundamental: as aletas aerodinâmicas. Todos têm falado sobre elas quando o assunto 'segurança' vem à tona, mas em Jerez elas tiveram um impacto significativo no resultado final da prova.

Um dos principais objetivos dessas aletas é evitar que o pneu dianteiro perca contato com o asfalto nos momentos de maior aceleração, o que ajuda a reduzir a influência do sistema anti-wheelie (dispositivo eletrônico que impede a moto de empinar nas saídas de curva). Sem precisar utilizar este sistema ao máximo, o motor pode entregar mais potência. Em uma superfície escorregadia, no entanto, o pneu traseiro tende a deslizar mais.

Não podemos nos esquecer de que as motos que mais sofreram com isso foram as mais potentes. As Suzukis, por exemplo, não sofreram tanto e e tiveram uma boa corrida (Aleix Espargaró em quinto e Maverick Viñales em sexto), além das Ducatis 2014 de Eugene Laverty (nono) e Hector Barberá (décimo).

Posto isto, Valentino foi o que melhor lidou com as condições da pista, utilizando toda a experiência e recursos que tinha à disposição. E, provavelmente, o anúncio da ida de Jorge Lorenzo para a Ducati teve parcela de influência no que vimos domingo.

A performance de Rossi foi um recado para a Yamaha, provando que a fabricante não cometeu um erro ao apostar no italiano - para deixar claro que, além de vender motos, ele ainda é forte o suficiente para brigar por vitórias.

Provavelmente, olhando para como o campeonato vinha se desenrolando, ninguém esperava ver o que acabou acontecendo. Nem mesmo Marc Márquez e Jorge, que agora se perguntam o mesmo que nós perguntamos: Valentino será capaz de repetir tal feito?

Teremos parte desta resposta daqui a duas semanas, em Le Mans.

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