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F4 Brasil: Sobrinho de Barrichello, Bartz vive expectativa para estreia

Piloto de 16 anos estará no grid da nova categoria de base do automobilismo brasileiro, que terá sua primeira etapa neste final de semana no Velocitta

Felipe Barrichello Bartz, 'Pipe'

Com 16 pilotos no grid, a Fórmula 4 Brasil dará a largada neste final de semana (14 e 15) para a sua temporada inaugural no Velocitta, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo.

Entre os jovens pilotos da nova categoria, certificada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), está o paulista Felipe Barrichello Bartz, de 16 anos.

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Sobrinho de Rubens Barrichello, ‘Pipe’, como o piloto é conhecido, fará sua estreia nos monopostos após uma carreira vitoriosa no kart, onde acelerou pela primeira vez com apenas seis anos de idade.

Entre os principais títulos, foi bicampeão Brasileiro de Kart, campeão do Open do Brasileiro de Kart (ambos na categoria Júnior), vice-campeão Sul-americano de Kart (Júnior) e vice-campeão do Flórida Winter Tour.

A estreia na Fórmula 4 Brasil será pela equipe Cavaleiro Sports, com Pipe tendo como companheiros os pilotos Vinícius Tessaro, Nicolas Giaffone e Joao Tesser. Também vai dividir a pista com o primo Fernando Barrichello (filho de Rubinho).

“Minha expectativa para a estreia está muito grande. Eu sempre sonhei em pilotar um monoposto e mal posso acreditar que chegou a minha vez”, celebrou Pipe, que é fã do piloto norte-americano Jeff Gordon – tetracampeão da NASCAR - e, por isso, desde que começou a correr leva o número #24, o mesmo de seu ídolo nas pistas.

Sobre a competitividade desta temporada de estreia, o piloto prevê bastante equilíbrio e não vê a hora de começar a acelerar.

“Já corri com vários pilotos que estarão no grid, inclusive meus primos – Fernando Barrichello e Nicolas Giaffone – e imagino que será uma temporada bem disputada e de grande aprendizado”, continuou.

No final do ano passado, Pipe fez testes em Buenos Aires, na Argentina, mas com o modelo antigo do carro de Fórmula 4. Depois andou novamente com o mesmo carro em Concepcion del Uruguay no mês de fevereiro, além de treinar com um Fórmula 3 em Interlagos. “Treinei em um carro parecido e espero que consiga me adaptar rapidamente”, comentou.

O piloto também falou sobre a relação com o chefe de equipe, Beto Cavaleiro, e seus companheiros no time. “O Beto anda na mesma equipe de kart que eu ando, então, temos a vantagem de não só já nos conhecermos, mas também sermos amigos. Temos um time bem forte e ter companheiros deste nível ajuda muito no desenvolvimento de um piloto”, ressaltou.

Estar nas pistas levando um sobrenome tão conhecido e importante na história do automobilismo mundial, é visto como algo muito positivo para o piloto. “Ser um Barrichello é um grande orgulho para mim. Nunca senti pressão por isso. Sei que tudo depende da minha dedicação, meus esforços e resultados, mas sei que meu sobrenome tem me trazido muitas oportunidades”, contou.

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