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Alonso dá "boas vindas" a Hamilton ao seu mundo na F1: "Faz uma mega volta, mas está 1s atrás"

Para espanhol, Hamilton merece tudo que conquistou no passado, mas acredita que 2022 seja um lembrete de há também o papel do carro no esporte

Fernando Alonso, Alpine F1, 3rd position, and Lewis Hamilton, Mercedes, 1st position, congratulate each other in Parc Ferme

O bicampeão da Fórmula 1 Fernando Alonso comparou a situação vivida atualmente por Lewis Hamilton com a sua: a de um grande piloto, mas que não tem em mãos um carro do mesmo nível. Por isso, o espanhol deu as boas vindas ao ex-companheiro de McLaren ao "seu mundo" na F1.

Os números de Alonso falam por si só: dois títulos na F1, outro no Mundial de Endurance, duas vitórias nas 24 Horas de Le Mans, outra nas 24 Horas de Daytona e mais. Mesmo assim, o retorno do espanhol à F1 não o levou de volta onde gostaria de estar: lutando por pódios e vitórias com frequência.

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Em entrevista à BBC, Alonso falou sobre seu retorno à categoria e as condições atuais, com destaque para a idade.

"Os dois anos fora do esporte foram suficientes para resetar completamente minha mente e minha condição física. Sou feliz treinando e me preparando para as corridas, me sinto tão bem quanto como aos 25, 30 anos".

"A idade não é um fator no automobilismo. Em outros esportes é diferente, você depende da sua condição física, mas aqui prefiro uma nova asa dianteira ou traseira em vez de três anos a menos, porque isso certamente me daria mais rendimento".

Alonso seguiu analisando a situação de Hamilton que, após anos dominando a categoria com a Mercedes, se encontra sofrendo com o W13, um carro que relegou o time alemão ao pelotão do meio, enquanto ainda perde para George Russell na disputa.

"Essa é a natureza do esporte. Algumas vezes você tem um carro melhor, em outra você não tem um carro tão bom e precisa lutar para progredir. Neste ano, estamos vendo que o piloto é muito importante na F1, mas não é crucial".

"Lewis está guiando tão bem quanto nos últimos oito anos. Ele vinha dominando o esporte e quebrando todos os recordes, com 100 e poucas poles. E agora ele faz uma mega volta, como disse na Austrália ou algo assim, mas está 1s atrás. Então sim, seja bem-vindo".

O bicampeão comparou a situação de Hamilton com a sua, lembrando dos anos vitoriosos com a Renault.

"Esta é a F1. Não será um esporte justo em termos de números. É um esporte coletivo acima de tudo e temos a tendência de esquecer disso, especialmente quando temos sucesso. Estamos tão felizes pelo que estamos conquistando que, mesmo quando tentamos dar os créditos à equipe, as manchetes focam nos pilotos".

"Isso aconteceu comigo quando venci os dois títulos [2005 e 2006]. Eu estava batendo Michael Schumacher. Isso era um tópico importante, mas meu carro era mais confiável naquela época e tinha uma boa performance, e não importava o quanto você elogiava o pacote porque as manchetes ainda eram sobre o piloto. É o mesmo com Lewis".

"Ter mais de 100 poles na F1 é algo impensável. Você precisa ter o melhor carro por muitos anos. Estávamos fazendo voltas mágicas de vez em quando e terminávamos em P15. Como explicar isso para as pessoas. É impossível".

"Ele merece tudo que conquistou no passado, mas este ano é um bom lembrete que, em meio a todos os recordes e números, há uma grande parte disso no carro".

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