Alonso revela do que sente falta da F1 de 20 anos atrás, quando conquistou o primeiro título
Piloto espanhol estreou na categoria em 2001, passando por diferentes regulamentos e eras do esporte
A Fórmula 1 muda muito de um ano para outro, mas ainda mais quando passam uma ou duas décadas. No grid atual, Fernando Alonso é o piloto mais experiente e, no documentário “Bravissimo” da DAZN, ele explicou do que sente falta em relação a 2005, ano em que conquistou seu primeiro título.
Para o bicampeão mundial, muitas mudanças desde então foram positivas, mas há algo que ainda está na sua memória e cuja saída tirou parte do espetáculo: os reabastecimentos.
“O regulamento era muito diferente do que temos agora, tínhamos apenas um conjunto de pneus para a classificação e para a corrida, e tínhamos reabastecimentos, que eu acho que é a grande variável que sentimos falta agora”, confessou.
Segundo Alonso, em termos de estratégia, os reabastecimentos eram a variável mais importante daquela época: “Tínhamos que parar nos boxes, não podíamos trocar os pneus, como eu disse, tínhamos um conjunto para a classificação e para a corrida, mas tínhamos que abastecer porque os tanques eram muito pequenos naquela época. Isso oferecia a possibilidade de parar, abastecer pouco e ir muito rápido na pista, mas ter que parar novamente para reabastecer e chegar até o final, ou fazer menos paradas e, cada vez que parasse nos boxes, encher o tanque e ir mais devagar na pista".
“No final o resultado era semelhante, mas você tinha que ter essa criatividade aos domingos e a estratégia era emocionante. [Tinha que saber] também se ia chover, se não ia chover, você tinha que prever um pouco mais de coisas”, adicionou.
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
Em termos comparativos, o piloto da Aston Martin explicou que, em 2005, as classificações não eram tão importantes porque, na corrida, havia muitas variáveis para tentar mudar os resultados, enquanto, atualmente, a sessão de classificação costuma afetar fortemente o resultado do domingo.
“Agora todos saímos com a mesma gasolina e não temos nenhuma oportunidade de variar. Se eu sair em 12º lugar numa corrida, tenho a mesma estratégia que os 11 carros à minha frente. Antes, se eu saísse em 12º, podia inventar, podia sair com muito pouca gasolina, ir muito rápido e parar na volta 6, ou o contrário, parar na 30 e ir com muita gasolina. Acho que isso faz falta agora”, concluiu Alonso.
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