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Alonso se recusa a chamar Hamilton de inimigo

Relação entre inglês e espanhol melhorou desde as farpas que surgiram quando foram companheiros na McLaren, em 2007

Hamilton e Alonso têm relação cordial hoje

A relação entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton está diferente. Ou pelo menos aparenta estar. Após a conturbada experiência de 2007, quando entraram em guerra na McLaren, parecia que ambos jamais seriam capazes de se olharem.

Quatro temporadas depois, porém, o tom do discurso entre eles parece mais ponderado. Tanto que Alonso, questionado pelo TotalRace se o inglês é o seu maior inimigo na Fórmula 1, preferiu adotar uma fala respeitosa.

“Não digo inimigo. Não tenho inimigos. Prefiro chamá-los de rivais. Claramente, Hamilton é um piloto rapidíssimo, campeão do mundo. Estará entre os melhores este ano”, disse o espanhol da Ferrari.

Após o GP de Mônaco, enquanto Hamilton foi criticado por pilotos, ex-pilotos, comentaristas e torcedores pela agressividade dentro e fora das pistas, Alonso preferiu a ponderação. “Às vezes, todos nós pensamos de maneira diferente dos comissários. Hoje, não sei o que aconteceu. Há de se respeitar tudo o que é dito. Ele é um piloto excepcional”.

Mas nem todas as feridas da temporada 2007 estão cricatrizadas. Após entrar em rota de colisão com a imprensa inglesa nos últimos anos, Alonso não perde a chance de mostrar o seu desprezo por ela. Antes da final da Liga dos Campeões, torneio de futebol mais importante da Europa, o espanhol, torcedor fanático do Real Madrid, foi questionado para quem torceria na decisão: se para o rival Barcelona, algo que parecia impensável, ou para o inglês Manchester United. “Estarei com o Barça. Não fico feliz vendo os ingleses vencendo”, disse em tom convincente o madrilista Alonso. E deu Barça!

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