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ANÁLISE: Chegada de Nielsen impede "guerra" entre FIA e F1

Novo diretor esportivo parece agradar "gregos e troianos" em um momento na qual FIA e F1 aparentam ter uma relação estremecida

Mohammed bin Sulayem, President, FIA with Stefano Domenicali, CEO, Formula 1

A reorganização da FIA anunciada nesta quarta-feira (18) traz uma boa notícia. Se tentarmos ir além do comunicado, surge uma imagem muito clara: a Fórmula 1 decidiu apoiar a Federação Internacional de Automobilismo em um momento certamente delicado da reestruturação iniciada pelo presidente Mohammed ben Sulayem.

A notícia pode ser interpretada dessa forma porque Steve Nielsen, o novo diretor esportivo, era uma figura-chave na gestão da F1, sendo o número três do staff de Stefano Domenicali.

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Nielsen, que acumula passagens por Lotus, Tyrrell, Benetton e AlphaTauri, terá um papel fundamental na nova estrutura, sendo responsável por todos os assuntos esportivos, começando pela supervisão da direção de prova e do centro de operações remotas, além das mudanças no regulamento esportivo.

A notícia tem um importante reflexo político, porque a chegada de Nielsen à FIA pode ser lida como um "desabafo" ao promotor do campeonato ou o início de uma colaboração. Fica cada vez mais claro que se trata de um apoio da F1 à Federação em uma etapa delicada.

Steve Nielsen

Steve Nielsen

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

Nielsen não era o único nome na lista para a vaga. Segundo rumores, foram consideradas pessoas como Ron Meadows, da Mercedes, e Jonathan Wheatley, da Red Bull, mas, por serem personagens ativos em equipes de ponta e pelo seu envolvimento em polêmicas recentes com a direção de prova, suas contratações poderiam ser mal-interpretadas.

Esses não era o único problema, porque qualquer um dos dois teria que passar por um ano de "quarentena" antes de assumir o cargo, enquanto a FIA precisava de alguém imediatamente. Nielsen é uma das poucas pessoas universalmente respeitadas pelo paddock por seu profissionalismo, sendo considerada uma figura "neutra", ideal para o papel que terá.

Domenicali se deu conta de que, com uma F1 capaz de despertar a curiosidade de uma nova geração de fãs, que já ajudam a bater recorde de presença nos circuitos, além de uma visibilidade midiática sem precedentes, não é possível ter uma FIA fragilizada, constantemente no centro das polêmicas.

As declarações de Sulayem sobre a entrada da Andretti na F1 com a Cadillac, que contrastam radicalmente com as de Domenicali, sugerem uma forte divisão de opiniões, que precede uma verdadeira guerra de poder. E esse não é o primeiro episódio. No ano passado, o bloqueio da FIA sobre a expansão das corridas sprints já indicava um clima azedo entre as partes.

Nielsen, por sua vez, parece ser o ponto de encontro entre dois mundos com objetivos completamente diferentes: a F1 se preocupa com o crescimento da categoria em busca do máximo de benefício comercial, permitindo uma entrada maior de receita, enquanto a FIA garantirá a gestão do campeonato, definindo as regras do jogo.

Em alguns aspectos, isso parece relembrar as disputas entre Bernie Ecclestone, ex-chefão da F1, e Max Mosley, ex-presidente da FIA, há alguns anos. Nesse período, eles discutiam tudo às claras, enquanto fechavam acordos amistosos nos bastidores. Seria Nielsen uma trégua na luta pelo poder ou o começo de novos problemas?

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