ANÁLISE F1: Em Barcelona, Ferrari estreia novo modo aerodinâmico de chuva; entenda
Precipitação desestimulou várias equipes a correrem em Barcelona na terça-feira, mas permitiu que a Scuderia avaliasse o 'modo parcialmente ativo'
Embora apenas duas equipes tenham ido à pista no segundo dia do 'shakedown' privado de cinco dias da Fórmula 1 a portas fechadas no Circuito de Catalunya, houve muito material para análise, inclusive com um novo modo de chuva da aerodinâmica ativa estreado pela Ferrari.
Durante a manhã de terça-feira (27), enquanto a Ferrari focava na coleta de dados e na quilometragem em seu primeiro dia completo de testes com o SF-26, Charles Leclerc conseguiu completar suas primeiras voltas em uma pista molhada, aproveitando a decisão da Ferrari de levar dois conjuntos dos novos pneus de chuva da Pirelli em sua alocação.
Ao longo de suas muitas voltas na pista molhada, Leclerc pôde testar o 'Modo Aero Parcialmente Ativo', uma das inovações técnicas e esportivas para a temporada 2026.
A aerodinâmica ativa é uma extensão do agora aposentado DRS (Sistema de Redução de Arrasto), usado de 2011 até o final de 2025. Seu objetivo é tornar os carros mais eficientes nas retas, reduzindo a resistência aerodinâmica, aumentando a velocidade e diminuindo a demanda de energia no sistema híbrido de cada carro.
Inicialmente concebida para estar apenas ligada ou desligada, a aerodinâmica ativa agora inclui um terceiro estado que Leclerc avaliou na reta principal de Barcelona: enquanto a asa traseira permanece 'fechada', o segundo e terceiro elementos da asa dianteira se abrem.
Esse terceiro modo foi introduzido na última versão do regulamento em dezembro de 2025. Até então, as regras estipulavam que os pilotos não podiam usar aerodinâmica ativa em condições de pista molhada.
Havia duas razões principais para adicionar esse modo ao pacote aero. Primeiramente, havia a preocupação de que usar downforce total nas retas consumiria muita energia e faria o sistema elétrico ficar sem bateria, o que prejudicaria o espetáculo e geraria sentimentos negativos.
Outra preocupação importante, com várias desclassificações por desgaste excessivo da prancha do assoalho na temporada passada ainda na memória, é que altos níveis de downforce nas retas contribuiriam para um desgaste elevado da prancha.
Não é surpresa, portanto, que esse terceiro modo de aerodinâmica ativa tenha sido proposto após a exclusão da McLaren no GP de Las Vegas de 2025.
Causos com GALVÃO, REGI, EVERALDO MARQUES, BURTI e cia: ALFREDO BOKEL diz TUDO dos jornalistas da F1
Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT.COM:
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!
Compartilhe ou salve este artigo
Inscreva-se e acesse Motorsport.com com seu ad-blocker.
Da Fórmula 1 ao MotoGP relatamos diretamente do paddock porque amamos nosso esporte, assim como você. A fim de continuar entregando nosso jornalismo especializado, nosso site usa publicidade. Ainda assim, queremos dar a você a oportunidade de desfrutar de um site sem anúncios, e continuar usando seu bloqueador de anúncios.
Principais comentários