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ANÁLISE F1: Gerenciar bateria ou aquecer pneus? Entenda possíveis diferenças da largada na Austrália para China

Volta de aquecimento se tornou um ponto ainda mais importante na categoria com a mudança de regulamento

Start action

Foto de: Jayce Illman / Getty Images

A volta de apresentação e, consequentemente, a largada do GP da Austrália de Fórmula 1 trouxe algumas preocupações entre os pilotos por inúmeras questões que acabaram tornando o procedimento inseguro. Para a prova da China, contudo, essa situação deve ser mitigada, em partes. 

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As reclamações, de forma geral, foram pautadas pela segurança, mas uma delas se destacou devido à ligação com a volta de formação e a uma particularidade da pista de Melbourne que agravou ainda mais a situação. De acordo com o regulamento de 2026, os pilotos possuem um limite de recarga da bateria por volta. Porém, essa margem também é contabilizada durante a volta de apresentação.

É aí que surge o problema. Durante essa volta, os pilotos realizam diversas freadas fortes para aquecer pneus e freios. Como essas frenagens também geram recuperação de energia pelo sistema híbrido, parte  ou até mesmo todo o limite permitido pode ser atingido antes mesmo da largada.

Esse cenário ocorreu com Max Verstappen e seu companheiro de equipe, Isack Hadjar. Os dois pilotos intensificaram as freadas para preparar os pneus e, ao fazerem isso, atingiram o limite de recuperação de energia ainda na volta de apresentação. Com isso, ao se alinhar no grid, o sistema já não podia recuperar mais energia nas frenagens. A partir dali, restava apenas consumir a carga disponível na bateria, o que deixou o carro com pouca energia elétrica para deploy logo após a largada.

"Eu fiz minha largada e simplesmente vi todo mundo se afastando de mim. Parecia que eu estava em outra categoria. É assim que a situação pode ficar extrema. Eu tinha 0,0% de bateria, nada mesmo. Completamente vazio", relatou Max Verstappen

"Comecei a corrida sem bateria para a arrancada. Precisamos fazer melhor para evitar que isso aconteça. Não conseguimos simular isso nos seis dias inteiros de testes, nem nos treinos livres. Honestamente, são apenas novos cenários. Um cenário de corrida é diferente", destacou Isack Hadjar. 

Quando o MGU-K (a parte elétrica) deixa de fornecer potência, o carro passa a acelerar apenas com o motor a combustão e, consequentemente, a aceleração fica mais lenta em comparação com os carros ao redor, o que, no ponto de vista de segurança, é preocupante. 

Em Melbourne, uma particularidade da pista agravou esse problema. A linha de cronometragem ficava a uma distância considerável das primeiras posições do grid. Ou seja, os pilotos que largavam mais perto da pole - e o próprio pole - iniciavam a volta energética quando cruzavam a linha de cronometragem ainda na volta de apresentação, antes da largada oficial. 

Quem largava mais atrás sofreu menos com isso, pois cruzava a linha de cronometragem depois da largada. Assim, a contagem do limite de recarga era zerada naquele momento, deixando esses pilotos em uma situação mais confortável durante a primeira volta.

"Nos treinos de largada nós fazíamos o procedimento antes dessa linha e o sistema reiniciava. Mas na corrida, largando da pole, eu acelerei, recarreguei a bateria e isso já consumiu cerca de 50% do limite de recuperação daquela volta", elucidou George Russell

"Quando cheguei na metade da pista, já não podia mais recarregar a bateria e não tinha potência suficiente para fazer as freadas corretamente. A FIA está analisando possíveis ajustes nisso. Mas, como você pode imaginar, algumas equipes que tiveram boas largadas não querem mudanças — o que eu acho um pouco bobo", finalizou o piloto da Mercedes. 

O que muda para China? 

Para este fim de semana, a confusão deve ser menor por alguns motivos. Primeiro, o circuito de Xangai é considerado favorável para os novos carros da categoria. Apesar de contar com duas longas retas, o traçado também apresenta diversas curvas de média e baixa velocidade, o que dará aos pilotos mais oportunidades de recuperar energia nas frenagens.

Justamente por essa característica, o limite de recuperação da bateria foi elevado para 9 MJ por volta — 0,5 MJ a mais do que o permitido na etapa da Austrália. Além disso, de acordo com o site inglês The Race, a linha de cronometragem fica atrás da marca do 22º carro. 

Nova dor de cabeça à vista? 

Outro ponto importante é o maior entendimento por parte dos pilotos sobre o funcionamento do sistema. Com um limite estabelecido para a recuperação de energia, resta a eles, enquanto mudanças no regulamento não são feitas, encontrar um equilíbrio entre preservar a carga da bateria e aquecer os pneus de forma adequada antes da largada.  

Porém, ao não colocar os pneus na janela correta de temperatura, os pilotos ficam mais suscetíveis a travamentos logo na primeira volta, algo que também pode aumentar o risco de acidentes. Vale destacar que a temperatura prevista para este fim de semana em Xangai é de máxima de  8°C - o que dificulta ainda mais o aquecimento dos pneus. 

Como resolver? 

Durante o dia de mídia desta quinta-feira, George Russell, presidente da Associação dos Pilotos (GPDA), afirmou que uma possível mudança está sendo discutida com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). 

A proposta defendida pelos pilotos é eliminar o limite de recuperação de energia durante a volta de apresentação, permitindo que os carros recarreguem a bateria livremente antes da largada. Segundo Russell, a medida evitaria que alguns pilotos chegassem ao grid com níveis muito diferentes de carga na bateria. 

Ultrapassagens "ARTIFICIAIS" vão ditar NOVA F1? Pilotos na BRONCA e fãs SATISFEITOS? | FELIPE MOTTA

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