ANÁLISE F1: Veja como são as quatro principais asas dianteiras em 2026
Equipes desenvolveram ideias e conceitos muito diferentes para os novos regulamentos
Foto de: AG Photo
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As equipes estão tentando descobrir quais são as armadilhas do novo regulamento da Fórmula 1: os carros que estão correndo no Bahrein, apesar das restrições rigorosas estabelecidas pela FIA, são muito diferentes uns dos outros, demonstrando uma criatividade enquanto aguardam que as linhas de desenvolvimento indiquem quais são as melhores soluções e que, com o tempo, levarão a uma convergência dos conceitos. Um desses pontos principais são as asas dianteiras, que agora são móveis.
Falou-se muito sobre as fases de recarga das baterias com estratégias que levam a queimar combustível para gerar energia elétrica, com o objetivo de limitar o lift and coast e buscar maior velocidade nas retas.
Outro tema importante a ser desenvolvido é a aerodinâmica ativa: a partir deste ano, poderão ser movimentados dois dos três flaps tanto da asa dianteira quanto da traseira para reduzir, nas partes do circuito permitidas (no Bahrein há quatro áreas), a resistência ao avanço, justamente com a intenção de economizar energia.
Mercedes W17, dettaglio tecnico dei piloni montati sul secondo elemento dell'ala anteriore
Foto di: AG Photo
Mercedes e Aston Martin optaram por fixar os pilares que sustentam o bico no segundo elemento, limitando o movimento da asa apenas ao flap final, conscientes de que isso pode ser suficiente para encontrar um bom equilíbrio com a traseira, visto que a 'caixa' da asa traseira definida pela FIA era proporcionalmente menor.
A atenção dos técnicos está voltada para os tempos de abertura e fechamento dos flaps, conscientes de que um eventual atraso na resposta, especialmente na frenagem, poderia comprometer a desaceleração. Em Barcelona, vimos muitos bloqueios, enquanto em Sakhir, embora ainda presentes, estão diminuindo, sinal de que os pilotos começam a encontrar o equilíbrio certo em uma fase delicada do desempenho.
Ferrari SF-26, dettaglio del comando dell'ala anteriore
Foto di: AG Photo
A imagem anterior nos permite mostrar pela primeira vez o comando do Ferrari SF-26 que aciona a asa móvel dianteira. Os técnicos liderados por Loic Serra realizaram um trabalho muito cuidadoso: o atuador hidráulico que gerencia o movimento está alojado no bico e, muito provavelmente, também faz parte da estrutura anti-impacto dianteira.
O comando que movimenta e se apoia nos dois flaps é feito em uma solução mista de carbono e metal, com a necessidade de garantir a rigidez indispensável do sistema para assegurar uma ação o mais rápida possível, sem aumentar o peso.
McLaren MCL40, dettaglio tecnico del comando dell'ala mobile
Foto di: AG Photo
A McLaren adotou um conceito muito diferente: a equipe campeã mundial com a MCL40 optou por um bico bastante escavado na parte inferior e, portanto, apresenta duas longas barras de ligação metálicas que estão ancoradas apenas no último elemento da asa dianteira.
Os aerodinamicistas de Woking, liderados por Peter Prodromou, já modificaram os pilares, que parecem muito curvados e reforçados na borda de fuga para garantir uma grande passagem de ar que alimente o fluxo destinado à parte inferior do chassi. Também se nota como a parede lateral do bico foi ainda mais escavada para reduzir a resistência ao avanço. Já há grande atenção aos detalhes.
Aston Martin AMR26, dettaglio tecnico del comando dell'ala mobile
Foto di: AG Photo
O carro da Aston Martin projetado por Adrian Newey segue um caminho diferente da McLaren: o bico tem uma grande protuberância inferior, ficando muito mais próximo da asa; mencionamos os pilares fixados no segundo flap, que é quase plano, enquanto o único elemento móvel é comandado por dois tirantes muito pequenos e curtos.
Williams FW48, dettaglio tecnico
Foto di: AG Photo
A Williams, com o FW48, adota uma filosofia construtiva própria que movimenta dois perfis: embora o desenho do bico seja semelhante ao da escuderia de Silverstone, o sistema de ativação do movimento parece muito mais complexo e pesado do que o extremamente simples do AMR26.
Esta é uma área de desenvolvimento muito interessante e veremos ao longo da temporada várias modificações: quem terá acertado a melhor ideia?
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