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ANÁLISE: Globo dá pontapé positivo na cobertura da F1

Emissora teve duas transmissões ao vivo para o primeiro fim de semana de corridas da categoria

Lando Norris, McLaren, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Foto de: Joe Portlock / Getty Images

O GP da Austrália marcou o retorno da transmissão da Fórmula 1 no Brasil para a Rede Globo depois de cinco temporadas na Bandeirantes. Os seis dias de teste de pré-temporada já deram um vislumbre de como seria o trabalho, mas o primeiro fim de semana deixou claro que podemos ter boas expectativas.

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A transmissão no Sportv

O canal do sportv3 foi responsável por transmitir todas as sessões do fim de semana de corrida — treinos, classificações e corridas. Em Melbourne, não foi diferente do que foi prometido: a partir das 21h30 da quinta-feira (5), a equipe já estava ao vivo trazendo as primeiras informações do circuito.

Bruno Fonseca ficou encarregado da narração, com Rafael Lopes e Luciano Burti nos comentários até a corrida de domingo, quando Christian Fittipaldi assumiu o posto ao lado de Lopes.

Uma hora de pré-programa foi um ponto positivo em todos os dias de transmissão, especialmente para apresentar informações, análises e explicações mais técnicas. Afinal, o foco do canal pago é atingir um público diferente daquele que apenas acompanha as corridas, sem se aprofundar em questões mais técnicas.

Ao longo das transmissões, foi possível notar pequenos erros que passam despercebidos para o público geral, mas acabam sendo percebidos pelos fãs mais 'hardcore' da categoria. Porém, não foram pontos que podemos destacar como negativos.

 
 

A transmissão na Globo

Como já era esperado, a TV Globo transmitiu apenas a corrida de domingo. A emissora contou com 45 minutos de pré-programa, trazendo informações diretamente da pista com Mariana Becker e Guilherme Pereira. A narração ficou por conta de Everaldo Marques, com comentários de Luciano Burti.

Um momento divertido foi ver Burti dentro do carro montado especialmente para as transmissões. O estúdio, que imitava a garagem de uma equipe, com o uniforme da Globo Racing Team, acabou sendo um elemento positivo e descontraído para o público.

Outro ponto que merece destaque foi o jogo de cintura de Becker e Pereira ao lidar com a batida inesperada de Oscar Piastri ainda antes da largada. A repórter estava atenta ao que aparecia no telão, e a dupla mostrou profissionalismo ao trazer rapidamente as informações e devolver para o estúdio, que pôde exibir mais detalhes do incidente.

Também notamos alguns momentos de pequenos deslizes, como, por exemplo, a equipe não ter notado ou sido informada de que Nico Hulkenberg também iria largar. Até o momento em que todos os carros deixaram os colchetes, Everaldo não tinha comentado a ausência do companheiro de Gabriel Bortoleto. Mas, novamente, é apenas uma falta de adaptação.

Durante a narração, inclusive, notamos uma narração um pouco fria, principalmente no fim da etapa. Porém, podemos atribuir esse fato ao caos da corrida, com George Russell cruzando a linha de chegada quase 50 segundos à frente de Lando Norris, que terminou em quinto.

Cobertura jornalística nos canais

Um dos pilares do anúncio feito pela Globo no ano passado era que a F1 teria uma farta cobertura jornalística nos programas do canal, indo além de seus telejornais. E foi possível notar isso na primeira semana da temporada 2026.

No principal produto da casa, o Jornal Nacional, a F1 teve uma boa visibilidade ao longo da semana, iniciando antes mesmo das atividades em Melbourne, com uma série especial em três partes contextualizando a F1 2026, com episódios sobre como seria o carro deste ano, o cenário competitivo da categoria e até mesmo como seria a cobertura da Globo.

Mas, ainda no JN, o sábado foi um destaque a parte. A classificação da F1 teve um bloco de cinco minutos dedicado ao esporte, com uma entrada ao vivo do repórter Gui Pereira, uma matéria, e um infográfico de estúdio com o grid de largada que deu o que falar nas redes sociais.

 

Por outro lado, a F1 teve uma presença tímida no Fantástico, único programa noticioso da Globo em todo o domingo. Após o GP da Austrália, foi veiculada apenas uma pequena matéria de pouco mais de dois minutos de duração, com o resultado da corrida, fazendo pouco aprofundamento sobre a prova.

Mas a F1 não ficou restrita apenas aos noticiários. Houve um esforço de divulgação do canal mesmo nos programas de entretenimento, como o Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, que declarou publicamente sua torcida ao heptacampeão Lewis Hamilton.

 

A outra novidade de 2026 veio com o Grid da Globo, novo programa do canal carioca dedicado à cobertura da F1, veiculado nas noites de sexta-feira nas semanas com GPs de F1. Com a apresentação de Ale Jodar e comentários técnicos de Caio Castro e Antonella Bassani, o Grid estreou na última sexta no espaço entre o Globo Repórter e o Jornal da Globo.

Com 20 minutos de duração, o programa utilizou o mesmo estúdio das transmissões da Globo, com a presença do carro que emula o regulamento de 2026. Castro e Bassani usaram o carro para explicar algumas das novidades deste ano, enquanto Gui Pereira e Mariana Becker entraram ao vivo de Melbourne após o fim do TL3 para falar sobre o resultado da sessão, projetando ainda o quali que viria na sequência.

No geral, a Globo deixou uma boa impressão de sua cobertura durante o GP da Austrália. Resta saber agora, com a temporada em andamento, se o nível do conteúdo e o espaço dedicado será o mesmo.

Conclusão

Por ser o primeiro fim de semana completo de cobertura, agrupando tudo que foi prometido pela emissora e o que foi entregue, podemos avaliar a transmissão como positiva. Afinal, segundo os dados divulgados, a Globo marcou um aumento de 296% na audiência da F1 desde o último início de temporada.

O intuito do retorno da categoria para a emissora carioca era exatamente esse alcance maior, afinal, a Rede Globo alcança um número muito maior de casas do que qualquer concorrente na TV aberta.

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