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Brasileiros na F-1: O que esperar de Massa e Nasr em 2015?

Pela primeira vez desde 2012, Brasil volta a ter mais de um representante no grid para a temporada Fórmula 1

Um tem 33 anos, é experiente. Tem vitórias, pole positions, vice-campeonato, uma passagem pela equipe mais tradicional da Fórmula 1 e entrará na 13ª temporada competindo na categoria máxima do automobilismo mundial. O outro, aos 22 anos, chega à elite do esporte a motor em 2015 após três anos de resultados competitivos na GP2 e um deles como piloto de testes da Williams.

[publicidade]Mas o que podemos esperar deles nesta temporada?

Felipe Massa terminou bem 2014. Apesar de vários azares, sobretudo no primeiro semestre, o piloto da Williams encerrou o ano com três pódios e a escrita de ter sido o único a bater a Mercedes em classificações na última temporada.

Entretanto, para muitos, os momentos ruins que Massa viveu nos últimos anos (principalmente após 2010) representam um efeito cascata: basta que algo ruim aconteça para que desencadeie uma série de azares e apresentações aquém do real rendimento de Felipe. 2014 foi mais um exemplo disso. Acidentes como na Alemanha, Canadá, Inglaterra e também na Austrália aliados à falta de sorte de China, Rússia e Bélgica fazem o maior fã de Felipe ter ainda não ter total confiança de que o piloto da Williams possa ter uma temporada retilínea.

No entanto, a fase é boa. Nas três últimas corridas da temporada ele sempre esteve entre os quatro primeiros. Utilizar essa boa maré e começar bem a temporada poderá ser de grande utilidade, já que seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, provou no ano passado que pode ser rápido em qualquer circunstância. Ainda assim, o carro da reestruturada Williams e o motor Mercedes com certeza darão a Felipe muitas oportunidades durante 2015. O time foi, com algum destaque, a segunda força da pré-temporada – mas sem levar em conta que a Red Bull não fez seus melhores tempos de pneus supermacios.

Para Felipe Nasr o ano será de aprendizado. Sua equipe Sauber passou pela primeira vez, desde que entrou na F-1 em 1993, uma temporada em branco no ano passado. Reerguer o time é o primeiro objetivo e de seu companheiro de equipe Marcus Ericsson. Quer dizer, isso se o impasse entre o time e Giedo van der Garde deixar.

Aliás, ele e o sueco Ericsson chegaram a se estranhar dentro da pista na GP2 em 2013 e tinham certa rivalidade, porém Nasr sempre mostrou mais velocidade. Ou seja, mesmo que tenha alguns percalços, a lógica diz que o brasileiro deverá terminar o ano à frente de Ericsson, um piloto que tomou pouco menos de um segundo de André Lotterer na única corrida que o veterano alemão dividiu a equipe Caterham com ele no ano passado.

A incógnita – além do caso Van der Garde – será saber se a Sauber tem mesmo o carro competente que demonstrou ter na pré-temporada. Felipe Nasr chegou até a liderar um dos dias de teste em Jerez de La Frontera e terminou a pré-temporada com o sétimo melhor tempo em Barcelona. Pelo lado bom se tem a evolução inquestionável do motor Ferrari, pelo ruim a incerteza financeira da equipe.

Seria a Sauber a maior força do meio de pelotão? A pré-temporada diz que sim... mas a cautela manda que esperemos até o treino oficial do GP da Austrália para descobrirmos.
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