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Brawn explica como vem sendo difícil escapar do tráfego nas corridas

Chefe da Mercedes reconhece que melhor estratégia é correr com pista livre, mas, com pneus frágeis, nem sempre é possível

Brawn comanda as decisões na Mercedes

Um dos fatores mais decisivos neste início de temporada tem sido as decisões estratégicas vindas do pitwall. Com pneus que se degradam rapidamente e, na maioria das vezes, três pit stops por prova, os engenheiros quebram a cabeça para determinar o momento exato de chamar seus pilotos.

Além de monitorar o desgaste dos pneus e se assegurar que as paradas sejam feitas de maneira a otimizar a performance com o número de paradas, os estrategistas ainda têm de decidir quando vale a pena antecipar uma parada para ultrapassar um adversário. Caso use esse expediente de forma exagerada, muito provavelmente, pagarão caro nas últimas voltas.

“Você tem de monitorar e relativizar a hora certa de parar dependendo de como a corrida estiver se desenrolando”, ensina um dos melhores do ramo, Ross Brawn, da Mercedes. “Você pode sentir que tem um carro melhor do que a posição em que está e pode se comprometer um pouco para tentar fazer o carro andar com pista livre.”

Porém, o próprio Brawn admite que nem sempre é possível devolver o piloto à pista fora do tráfego, como vimos diversas vezes neste ano. Como ficar na pista e esperar o pneu acabar por completo não é uma opção, o jeito é arriscar.

“Você não quer estar em uma situação em que volta à pista no meio de vários carros, especialmente se forem cinco ou seis. Mas você acaba entrando em situações complicadas em que o pneu está acabando e não há muita escolha. Você tem de entrar, porque caso contrário só vai agravar a situação. É um grande fator.”

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