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Chamam nosso sucesso de milagre, eu digo que é lógica, afirma chefe de Massa

Principal responsável pelo renascimento da equipe de Felipe Massa fala sobre falta de confiança no início

A extensa mudança de regras de 2013 para 2014 na Fórmula 1 era uma grande oportunidade para quem precisava ganhar terreno. E talvez ninguém tenha aproveitado melhor essa chance do que a Williams, que vivera uma de suas piores temporadas ano passado, quando marcou apenas cinco pontos. Após 11 provas disputadas, o time hoje soma 135 e sonha com o segundo lugar entre os construtores.

Um dos personagens centrais dessa transformação é o engenheiro Pat Symonds, que assumiu a direção técnica do time ano passado e encontrou uma equipe desmoralizada.

[publicidade] “Uma das pessoas da equipe me disse ano passado ‘não faz sentido treinar pit stops porque o carro é ruim demais’. Isso não leva a nada. Veja nossos pit stops hoje: eles são muito bons. Os mecânicos acreditam neles mesmos novamente. O clima na equipe é muito diferente”, revelou à Auto Motor und Sport.

Mas o sucesso da Williams não tem apenas a ver com confiança: o desenvolvimento do carro tem sido muito positivo e quase todas as peças testadas acabam melhorando o rendimento. “Nós melhoramos a parte aerodinâmica significativamente, o que é impressionante porque com as novas regras você só pode dar passos curtos nessa área. Como fizemos isso? Procedemos logicamente.”

Quando chegou à Williams, Symonds percebeu que o foco estava em fazer o maior número de novas peças possível, enquanto acreditava que o melhor seria fazer peças que funcionavam. “Agora tenho orgulho que tudo o que colocamos no carro funcionou, a não ser uma peça (uma asa traseira). Mas era um problema de instalação e corrigimos isso. Quando as pessoas falam em milagre, eu digo que é apenas engenharia lógica.”

Outro fator destacado por Symonds é a qualidade dos engenheiros que já estavam na equipe mesmo nos tempos de vacas magras. “Essa é a boa notícia para a equipe. Eles sabem como fazer, só não sabiam o que. Isso facilitou meu trabalho. Foi incrível, quando eu cheguei, não havia confiança. É como se eles sempre entrassem em  pânico. Agora conseguimos tirar mais das pessoas que já estavam aqui.”
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