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"Chávez queria ver seu país no nível mais alto", diz Maldonado

Ao TotalRace, venezuelano lamenta morte do ex-presidente e espera que possível mudança política não o afete

Se o venezuelano Pastor Maldonado se prepara para disputar sua terceira temporada na Fórmula 1, deve muito ao apoio do ex-presidente de seu país, Hugo Chávez. Por meio da petrolífera estatal PDVSA, o político financiou a carreira de diversos esportistas, incluindo um extenso projeto no automobilismo, com direito até a equipe na GP2.

Mesmo com a morte de Chávez, contudo, Maldonado espera continuar recebendo o apoio de seu país. “É difícil responder. Tenho um contrato com a Williams, e não com a PDVSA. A equipe que deveria responder esta pergunta. Mas, primeiro estou muito triste com a perda – não apenas eu, como muitos venezuelanos. Não esperávamos isso e é um golpe muito duro para o país. Quero dar meus pesares para a família e para toda Venezuela, que está vivendo um período muito duro”, afirmou ao TotalRace em Melbourne.

Maldonado afirmou que Chávez, que ficou no poder por quase 14 anos, fará falta para os venezuelanos. “Primeiro, por sua paixão. Ele tinha muita paixão por cada um dos esportes. Segundo, porque, sem dúvida alguma, era um patriota. Ele queria ver seu país sempre no nível mais alto”, disse.

“Antes dele, a Venezuela só era conhecida por duas coisas: pelas mulheres, pois temos os recordes nos concursos de beleza de Miss Mundo e Miss Universo, e pelo petróleo. Agora, somos conhecidos por outras coisas também. Pelo esporte, pela cultura – Gustavo Dudamel dirige não sei quantas orquestras a nível mundial e foi premiado –, pelo turismo. Muita coisa mudou e espero que continuemos com essa transformação.”

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