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Chefe da Mercedes diz que 2018 é ano de julgar Liberty Media

Toto Wolff acredita que resultados da nova administração da Fórmula 1 precisam aparecer na segunda temporada

Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motorsport

Depois de um ano de trabalho e muitos progressos, a Liberty Media, empresa que adquiriu os direitos de imagem da Fórmula 1 de Bernie Ecclestone no final de 2016, entra em um ano chave para sua administração.

Pelo menos é isso o que acredita o chefe da Mercedes, Toto Wolff.

"É sempre fácil criticar o técnico das arquibancadas, porque tomar decisões nem sempre é fácil", disse Wolff ao jornal Stuttgarter Nachrichten.

"Mas, em minha opinião, nem todas as decisões foram positivas".

Wolff foi um crítico da decisão da Liberty de proibir grid girls na F1, e também questiona a capacidade da gerência de cumprir sua ambição de trazer provas em lugares bons para o calendário.

"Espero que vejamos algo como Nova York, São Francisco, Miami ou alguma outra corrida atraente europeia ou asiática", disse Wolff.

"Espero ver isso no segundo ano. Só então será justo julgar a Liberty", acrescentou.

Wolff admite que, de certa forma, sente falta do ex-chefe da F1, Bernie Ecclestone, e sua maneira incisiva de gerenciar o negócio.

"Em seu auge, Bernie era brilhante em fazer um grande acordo", disse ele.

"Se ele fosse a um governo e dissesse que sonhava com um GP como o de Cingapura, era isso o que acontecia. A administração atual deve mostrar que isso também pode ser feito."

Wolff disse que os esforços da Liberty para agradar a todos também criaram problemas.

"Agora que Bernie se foi, a Liberty está lutando com o problema de que, de repente, há uma associação de promotores para os circuitos. Todos querem renegociar seus contratos", disse ele.

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