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Circuito Gilles Villeneuve recebe 43º GP do Canadá de F-1

Tradicionalmente movimentada, prova canadense tem ricas e surpreendentes histórias

Boutsen e Patrese comemoram dobradinha da Williams em 89

Válido pelo campeonato mundial desde 1967, o GP do Canadá entrará em sua 43ª edição em 2012. A corrida só não foi realizada durante este intervalo de tempo apenas em três temporadas: 1975, 1987 e 2009. Os circuitos já utilizados para a disputa da corrida são três: Mosport Park (1967, 69, 71-77), Mont-Tremblant (1968-70) e Montreal (1978-).

A corrida terá 70 voltas no atual traçado de 4.361m do circuito Gilles Villeneuve. O recorde da pista pertence a Rubens Barrichello, de Ferrari em 2004, 1:13.622. No ano passado a prova teve a maior duração na história da F-1: 4h, 4min, 39 seg e 537 milésimos. Por causa deste tempo de corrida extenso, para este ano a FIA fixou como quatro horas o tempo máximo de uma prova interrompida por bandeiras vermelhas, além do tradicional tempo máximo de duas horas “corridas”.

Um ponto famoso do circuito Gilles Villeneuve é o “Muro dos campeões”, na saída da última chicane. Sua história teve início em 1999, quando, durante a prova vencida por Mika Hakkinen, a parede foi “carimbada” por Ricardo Zonta (campeão do FIA GT em 1998), Damon Hill, Michael Schumacher e Jacques Villeneuve (campeões na F-1). Desde aquele dia, o muro é popularmente conhecido pelo nome de “Wall of champions”, em homenagem àqueles que por lá terminaram suas corridas naquele ano.

O maior vencedor do GP canadense é Michael Schumacher. O alemão venceu a corrida na Île Notre-Dame sete vezes. O Brasil venceu em cinco oportunidades, duas com Ayrton Senna e três com Nelson Piquet. Em 1991, Piquet venceu sua última corrida na carreira a bordo da Benetton de uma forma inusitada. Nigel Mansell, com mais de 50s de vantagem para o brasileiro, caminhava para aquela que seria sua primeira vitória no ano. O inglês já acenava para a plateia quando na última volta seu carro morreu logo após o “hairpin”. A versão oficial da Wiliams foi de que Mansell teve problemas no câmbio, mas acredita-se popularmente que o Leão tenha baixado demais a rotação de seu motor Renault e assim o feito desligar sumariamente. Esta vitória de Piquet foi a última da Pirelli na F-1 antes do GP da Austrália de 2011.

Falando de Piquet ainda, foi dele também a primeira vitória da BMW enquanto fornecedora de motores. Aconteceu em 1982. 26 anos depois, a marca alemã vencia com Robert Kubica também no Canadá sua única corrida como construtora. Mas falando de 82, a vitória foi a única de Piquet no ano, e a prova proporcionou o último acidente fatal em corrida antes do fatídico GP de San Marino de 1994. Na primeira largada, o pole position Didier Pironi ficou parado no grid, o que fez o italiano Riccardo Paletti da Osella bater na Ferrari do francês. Apesar do grande incêndio que se instaurou após a batida, Paletti teve morte não por queimaduras, e sim por hemorragia interna, causada pela barra de direção que na batida de frente em Pironi feriu o italiano no tórax.

A última dobradinha brasileira na F-1 foi no Canadá em 1990, com Senna na frente e Piquet em segundo. No entanto, aquela corrida foi ganha por Berger na pista, porém o austríaco havia queimado a largada e teve um minuto acrescido pela direção de prova em seu tempo na corrida. Gerhard ainda foi quarto.

Um ano antes, a prova marcou, apesar de um belo 360º, o primeiro triunfo da Williams com o motor Renault, tendo a bordo o belga Thierry Boutsen. A prova também teve outro lance curioso: Antes da largada a pista secava, o que fez Mansell e Nannini entrarem nos boxes para trocar seus pneus após a volta de apresentação. Porém, numa precipitação de ambos, acabaram saindo dos boxes antes que fosse dada a luz verde para o início do GP, deste modo, à frente de todo o pelotão. Os dois acabaram sendo desclassificados.

Por fim, a pista de Montreal sempre teve ligação positiva com a equipe Jordan. Foi lá que o time  britânico conseguiu seus primeiros pontos em 1991 (De Cesaris 4º, Gachot 5º), e seu primeiro pódio duplo em 1995 (Barrichello 2º e Irvine 3º). Corrida de 1995 que, por sinal, marcou a primeira e única vitória do francês Jean Alesi na F-1.

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