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Conteúdo especial

Coluna do Vandoorne: estávamos brigando com a Williams

Em sua coluna para o Motorsport.com, belga fala sobre o GP da China em que teve que abandonar prematuramente

Felipe Massa, Williams FW40, leads Stoffel Vandoorne, McLaren MCL32

Stoffel Vandoorne

Vandoorne foi contratado para um lugar em tempo integral na McLaren, substituindo Jenson Button, que está em ano sabático.

Stoffel Vandoorne, McLaren
Stoffel Vandoorne, McLaren MCL32
Stoffel Vandoorne, McLaren MCL32
Eric Boullier, Racing Director, McLaren, and Stoffel Vandoorne, McLaren, on the pit wall
Stoffel Vandoorne, McLaren MCL32
Felipe Massa, Williams FW40, leads Stoffel Vandoorne, McLaren MCL32

Todo mundo da McLaren sabia que o fim de semana do GP da China não seria fácil, mas não poderíamos imaginar que perderíamos a sexta-feira por causa do tempo.

A decisão de cancelar o segundo treino livre, seguido de uma interrupção do primeiro, significou que não teríamos quilometragem, o que faria que o treino livre do sábado mais condensado, não sendo o ideal para a classificação. Lembrando que na sexta-feira seria minha primeira experiência na pista, já que nunca havia competido lá antes.

Mesmo assim, eu me sentia confortável no carro e o ritmo me parecia promissor. Infelizmente, tivemos de novo problemas na garagem, o que impedia de entrar mais cedo no Q1.

Não passei para o Q2, mas meu companheiro Fernando Alonso conseguiu, mostrando o potencial do carro, terminando na 13ª posição.

Briga com a Williams

O início da corrida foi um momento muito intenso porque foi uma decisão difícil sobre qual pneu escolher. Quando fizemos as voltas para o grid de largada, a pista estava muito mais seca do que o esperado, mas não dava para usar os slicks porque o grid estava completamente molhado. No final, só Carlos Sainz optou pelos slicks.

O nosso início com os intermediários foi muito bom e eu estava conquistando alguns lugares, mas mais tarde, tive contato com Romain Grosjean. Saímos da pista e, embora meu carro não estivesse danificado, perdi muitas das posições.

Em seguida, havia o Safety Car e todo mundo parou para mudar para pneus lisos, e foi um momento difícil para manter a temperatura da borracha.

Eu estava realmente muito satisfeito de como as coisas estavam indo. Comparado com os outros, nosso desempenho foi muito forte e eu estava diminuindo a diferença para Felipe Massa.

Ser capaz de lutar com a Williams foi bastante promissor, e eu definitivamente senti que o chassi da McLaren tinha um bom potencial nas curvas. Infelizmente nas retas, com a velocidade máxima que tínhamos, foi difícil competir com a Williams e não havia maneira de ultrapassá-lo.

Foi uma pena, porque senti que estávamos mais rápidos. Eu podia reduzir a diferença para Felipe no miolo, mas perdíamos na reta. Não foi uma situação fácil, e, infelizmente, tivemos que abandonar a corrida após 17 voltas com um problema de combustível.

Volta ao Bahrein

A minha atenção já se deslocou para o Bahrein. Será um ano após minha estreia na F1, embora em circunstâncias muito diferentes desta vez. Vou estar muito melhor preparado porque sou um piloto em tempo integral com a McLaren-Honda.

Estou ansioso para estar de volta ao Bahrein e, a partir de agora, vamos começar a ir a pistas que já corri no passado. Isso vai me ajudar em termos de setup.

Acho que o Bahrein ainda será um fim de semana muito difícil para nós, especialmente porque neste ano, com os carros têm muito mais downforce, haverá menos curvas e mais retas.

Mas mesmo que seja difícil, a equipe vai continuar fazendo o trabalho muito bem e trazendo novas peças para o carro. As atualizações têm funcionado, e é sobre isso que temos que nos concentrar neste momento.

Sabemos que o desempenho do motor ainda não está ok, por isso, do lado da equipe, precisamos continuar trabalhando para trazer as peças para o carro e tirar o máximo proveito disso. Faremos mais isso no Bahrein.

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