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Como avanços de combustível ajudam sistemas híbridos na F1

Técnico da Shell diz que 25% do ganho de potência da Ferrari de 2014 para 2015 foi devido a desenvolvimento da gasolina

Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Ian Albertson
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Análise de combustíveis
Kimi Raikkonen, Ferrari SF16-H
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Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Ferrari SF16-H
Kimi Raikkonen, Ferrari SF16-H
Sebastian Vettel, Scuderia Ferrari

A importância das parcerias e do desenvolvimento assíduo de novas tecnologias passou a ser mais vital do que nunca para as equipes a partir das mudanças de regulamento da Fórmula 1 em 2014, que levaram a categoria a correr com as complexas unidades de potência V6 híbridas.

Isso é visto principalmente pela equipe Ferrari. O time foi de uma temporada bem abaixo do esperado em 2014 para ser a segunda força do ano de 2015 se utilizando de avanços dentro da unidade motriz.

Um desses desenvolvimentos, que levou o time a ter um ganho significativo de cavalos de potência, foi no combustível. Técnico da Shell junto à equipe Ferrari, Ian Albertson acredita que trabalhar junto a uma fornecedora de combustível seja imprescindível para uma fábrica atualmente na F1.

“No ano passado, 25% do que a Ferrari ganhou de potência no motor veio de produtos nossos”, disse ao Motorsport.com em Interlagos.

“Melhoramos muito o combustível no último ano. Então, claramente podemos fazer a diferença na performance da Ferrari na F1.”

“É muito importante para as equipes estarem ligadas a uma fornecedora de combustível. Desenvolvemos nossos produtos, e a Ferrari os seus motores em conjunto. Trabalhamos lado a lado com a fábrica em Maranello. Temos muitas reuniões durante a temporada para trocar informações. Desenvolvemos óleos e combustíveis, eles testam e mandam as análises para nós, o que é importante para nossa estratégia de mercado.”

“A Fórmula 1 mudou muito. Hoje temos uma unidade muito complexa que não precisa apenas de cavalos de potência, mas também do calor gerado pelo escapamento. Precisamos de mais energia gerada pelo combustível para termos o escapamento mais quente e assim fazer o sistema híbrido recuperar mais energia.”

“No entanto, o desafio é fazer a unidade ter mais potência com o escapamento mais quente – duas coisas opostas. E ainda temos a restrição de fluxo de combustível de 100kg/h. Temos muitos desafios, mas esta é a beleza da Fórmula 1. Todos os nossos aditivos e produtos nascem aqui.”

Assim como o time de Maranello, a fabricante de combustível trabalha com muita gente em várias frentes simultâneas.

“Estamos sempre trabalhando em três programas”, prosseguiu Albertson.

“Trabalhamos para 2016, já estamos muito avançados para 2017 e temos também uma frente que trabalha visando desenvolvimentos para daqui três ou quatro anos. Gosto muito disso, porque realmente podemos fazer diferença. Não é apenas algo comercial.”

“As regras mudam bastante. A Ferrari sempre quer mais performance, então estamos constantemente desenvolvendo nossos produtos 365 dias por ano. Nunca terminamos a temporada com os mesmos produtos que iniciamos.”

Ainda segundo o técnico, não é possível prever quando as tecnologias usadas pela F1 podem chegar às ruas, mas seu desenvolvimento é de suma importância para que a fábrica tenha opções para atender a demanda de seus clientes.

“A questão não é o quão rápido vamos colocar o que testamos aqui nas ruas, e sim o desenvolvimento de nossas tecnologias.”

“Com o combustível, 99% do que temos aqui é o que podemos oferecer na rua. O óleo, não. Mas a tecnologia é similar. Aqui trocamos o óleo a 320 km ou 325 km, algo que você não quer na rua. Os motores aqui são feitos para durar 4 mil km, na rua tudo dura mais, então é preciso mudar algumas coisas. Porém, a pesquisa nos dá uma grande compreensão do que podemos oferecer hoje e no futuro.”

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