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Ecclestone fala em obrigar times grandes a 'emprestar' carros

Preocupação do promotor da Fórmula 1 é não perder os contratos com organizadores, que ultrapassam R$ 1 bi

A crise das equipes pequenas da Fórmula 1 pode levar as grandes a serem obrigadas a utilizarem um terceiro carro nas provas, de acordo com o promotor da categoria, Bernie Ecclestone. Isso está previsto nas regras para prevenir possíveis quebras de contrato com os organizadores das provas.

[publicidade] Nos acordos fechados com Ecclestone, há a garantia de que o grid terá, pelo menos, 16 carros. Atualmente, com a divulgação de que Caterham e Marussia não participarão das duas próximas etapas, o total de carros será de 18 no GP dos Estados Unidos.

“Eles [as outras equipes] teriam de dar um terceiro carro para alguém caso, por exemplo, a Sauber desaparecesse. A Ferrari [que tem um acordo de cooperação técnica com a equipe] poderia dizer ‘vamos te dar um carro e tudo o que for necessário, e vocês colocam o patrocinador tal nele. Vocês têm os seus patrocinadores mas queremos que você inclua esse também e use o piloto tal’. A equipe não teria de desistir, certo? Se a Red Bull decidisse dar um carro para a Caterham, isso resolveria o problema deles”, disse Ecclestone ao Daily Mail.

A preocupação do britânico é em relação a seus contratos: caso o grid tenha menos de 16 carros, há o risco de quebra dos acordos que, somados, geram uma receita de quase 1,2 bilhão de reais.

“Não precisamos de um terceiro carro agora porque eles podem perder algumas corridas. Eles perdem o dinheiro que ganhariam com essas corridas, mas não perdem sua posição no campeonato. Não faço ideia se a Marussia vai conseguir se sustentar. Seria melhor se eles não tivessem que entrar em insolvência.”

O time de origem russa, que funciona na Inglaterra, contudo, declarou ter iniciado o processo de insolvência nesta segunda-feira.
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