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Ecclestone: mulheres "não seriam levadas a sério" na F1

Chefão da F1 dá declaração polêmica à rede de TV canadense; Susie Wolff rebate comentários do dirigente

Bernie Ecclestone
Bernie Ecclestone
Susie Wolff, Williams
Susie Wolff
Susie Wolff
Susie Wolff, Williams Development Driver with the fans

Bernie Ecclestone sempre deu declarações polêmicas sobre os mais diversos assuntos. Desta vez no entanto, o chefão da Fórmula 1 resolveu tocar em um tema delicado: a presença de mulheres na categoria.

Em entrevista à rede de TV canadense TSN, Ecclestone disse que, mesmo se uma piloto muito talentosa surgisse, as equipes de F1 não dariam espaço para ela mostrar que pode ser competitiva.

"Se surgissem mulheres capazes, elas não seriam levadas a sério de qualquer maneira. Então jamais haveria um carro em que elas pudessem ser competitivas”, disse o dirigente.

Há um ano, Ecclestone tentou emplacar uma categoria formada somente por mulheres, mas não obteve apoio. Uma das que mais criticaram o conceito na época foi Susie Wolff, recém-aposentada das pistas.

“Em toda a minha carreira, corri como uma competidora normal. Por que eu deveria me interessar por uma categoria formada apenas por mulheres?”, afirmou Wolff na ocasião.

Após a aposentadoria, a piloto criou um programa de incentivo às mulheres no automobilismo. Alice Powell, de 22 anos, é uma das recrutadas por Wolff para a campanha. Powell é a única mulher a pontuar na história da GP3.

Sobre as mais recentes declarações de Ecclestone, Wolff, mais uma vez, discordou do dirigente. "Alguém precisa provar para Bernie que ele está errado. Seria uma pena se uma equipe deixasse de dar oportunidade a uma mulher na F1 por não leva-la a sério”, disse.

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