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Engenheiros listam maiores desafios de novo regulamento

Resfriamento da nova unidade de potência sem comprometer a aerodinâmica tem sido maior fonte de preocupação

As pesquisas começaram em 2011 e, em alguns meses, as equipes viverão a hora da verdade: quem interpretou melhor as regras que trazem a volta dos motores turbo à Fórmula 1?

Segundo Mark Smith, da Caterham, o grande desafio do novo regulamento é no arrefecimento do carro, que ganha ainda uma segunda fonte de recuperação de energia.

“O maior desafio será no resfriamento. Imagino que seja isso que está fazendo todo mundo coçar as cabeças. É relativamente fácil aparecer com uma solução que vai resfriar, mas ter uma solução que resfrie e ao mesmo tempo lhe dê a performance aerodinâmica otimizada é o desafio.”

James Key, da Toro Rosso, concorda que a questão do arrefecimento será importante, mas também destaca outras grandes áreas de preocupação.

“Acho que a instalação da unidade de potência e todo o resto que vem com ela será outro desafio. Você também tem de selecionar oito seleções de marcha que darão conta do recado para todos os circuitos, e isso é difícil quando você tem outra unidade de potência e aerodinâmica diferente. Como você vai simular?”, questiona o engenheiro.

“O desafio final é fazer o carro funcionar como uma unidade coerente – não sistemas separados. O que tenho notado é que a interdependência entre as peças diferentes do carro é muito maior no carro de 2014 do que agora. Por exemplo: a instalação do motor: tem uma implicação aerodinâmica, no câmbio, no chassi – tudo é muito mais relacionado.”

Então toda essa complexidade quer dizer que podemos ter mudanças na relação de forças do grid? Key aposta que sim. “Quando começamos 2009 – que é uma boa analogia com 2014 – geralmente as equipes tinham carros parecidos e o grid estava mais apertado. É aí que há inovação para tentar sair disso. Suspeito que será o mesmo em 2014.”

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