Entenda a causa das reclamações de Leclerc sobre a nova era da F1
Forma que a gestão de energia é feita no regulamento de 2026 pode estar atrapalhando o piloto da Ferrari durante os treinos classificatórios
Foto de: Rudy Carezzevoli / Getty Images
Um dos grandes pontos fortes da Mercedes em temporada 2026 da Fórmula 1 é, especialmente, a performance durante os treinos classificatórios em relação às outras equipes, o que gerou lamento vindo do piloto da Ferrari, Charles Leclerc, sobre o uso da potência elétrica.
O portal italiano Autoracer destacou uma das falas do monegasco sobre os classificatórios que "é melhor nunca ultrapassar o limite" durante os qualis e "sempre fazer a mesma coisa, do que chegar ao Q3 e tentar algo diferente", algo que Charles considerava uma das suas forças antes da mudança das regras.
O motivo disso seria o funcionamento do software dos carros que gerencia o Sistema de Recuperação de Energia (ERS). Nesse ponto, o tal programa não utiliza algo adaptável, como uma Inteligência Artificial, mas sim um sistema de mapas estáticos baseados em simulações e que estabelecem uma estratégia para o uso da bateria durante uma volta.
Assim, ele estabelece o tempo e força de frenagem, a recuperação da bateria durante o período de desaceleração, quantos segundos o carro será pilotado com 'pé embaixo' e a previsão de uso de bateria durante certo setores do traçado. Tudo isso e outros fatores resultam em um mapa de energia da volta que determina onde recuperar energia e onde utilizá-la.
As simulações antes das corridas são a base, mas dados de telemetria coletados durante os treinos livres também modificam substancialmente os mapas durante todo o final de semana de GPs. Com isso, ao pilotar de forma regular, com o mesmo tempo de freada e de aceleração, o sistema funciona de forma ideal.
Ao mudar isso, freando mais tarde ou com menor tempo de desaceleração, mesmo que por poucos metros, a quantidade de energia recuperada pode diferir da previsão do mapa, o que pode fazer o carro ficar com menos potência elétrica que o esperado e causando um desequilíbrio na distribuição de tal energia, o que é, como aponta o Autoracer, o que Leclerc reclamou nas duas primeiras etapas de 2026.
Tal desequilíbrio é 'consertado' com a intervenção do programa do carro, o que pode causar a redução do uso da potência elétrica no que é chamado de 'clipping', com o software corrigindo o mapa energético da volta para evitar o descarregamento completo da bateria.
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