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Estreantes de 2011 da Fórmula 1 sonham em se firmar

Chegando puramente por meio de resultados ou com uma ajudinha financeira, pilotos falam de suas histórias e ambições

Di Resta, da Force India

 

Vida de estreante não é fácil, muito menos numa Fórmula 1 com testes reduzidos. No entanto, os novatos de 2011 não têm feito feio nas três primeiras etapas do campeonato. Nesta semana, TotalRace ouviu os quatro ‘caçulas’ do grid: Paul Di Resta, Sergio Perez, Pastor Maldonado e Jerome d’Ambrosio. Encontrou muitos sonhos – e personalidades fortes.

Paul Di Resta, que faz sua primeira temporada na Fórmula 1 pela Force India e se classificou em todas as provas até aqui na frente do companheiro Adrian Sutil, começou no kart aos oito anos.

“Eu cresci numa família ligada ao automobilismo já há 36 anos. Era interessado em qualquer coisa que cheirava a gasolina quando pequeno. Meus pais nunca me perguntaram se eu queria correr, a dúvida era apenas quando eu poderia começar.”

O principal chamariz do currículo do escocêé o título da F-3 Euroseries em 2006 em cima do então companheiro de equipe, Sebastian Vettel. Mas Di Resta prefere olhar para frente.

“Espero em breve brigar com os caras na ponta do grid, como ele está fazendo agora”, afirma o piloto, que demonstra ter clareza de qual é o caminho mais favorável a ele para atingir seu objetivo. “A Mercedes foi fantástica comigo, temos um contato muito próximo. Não vou negar, um dia quero fazer parte da equipe deles novamente. Mas no momento estou concentrado no meu trabalho que é pilotar pela Force India, um time legal e com suas ambições.”

Outro novato que chegou fazendo barulho foi Sergio Perez. Depois da estreia fulminante na Austrália, quando chegou em sétimo lugar após ser o único a fazer apenas uma parada nos boxes, apara surpresa até da Pirelli – após a corrida, ele e o companheiro Kamui Kobayashi foram desclassificados por uma irregularidade técnica – o mexicano pecou pelo excesso de agresividade. Mas continua impressionando o chefe Peter Sauber.

“Sou um pouco frio, um pouco tranquilo. Creio que, por isso, ele (Sauber) pensa que sou um pouco suiço. Mas não. Somos diferentes. Sou assim por minha história na Europa. Deixei meu país com 15 anos e me transformei um pouco em europeu nesse sentido”, reconhece.

O segundo estreante do continente americano na lista de novatos de 2011 é Pastor Maldonado. O companheiro de Rubens Barrichello na Williams, atual campeão da GP2 – batendo justamente Perez – tem o desafio de mostrar que está na Fórmula 1 mais pelo talento do que pelo apoio do ditador Hugo Chavez.

“Ganhei em todas as categorias que disputei até agora. Me falta o título da F-1, mas é meu primeiro ano aqui. Mas vou trabalhar duro para tê-lo em minhas mãos.”

O venezuelano é só elogios para o piloto brasileiro. “Rubens é uma pessoa muito boa, além de ter muito talento. É um dos melhores pilotos da F-1 e por isso durou tanto. Há uma boa relação, uma boa atmosfera na equipe, não apenas entre mim e ele, mas sim com todos os integrantes do time. Como pilotos temos trabalhado muito bem.” 

Outro que vive o desafio de provar que não é apenas um piloto pagante é o belga Jerome d’Ambrosio, que faz seu primeiro ano como titular após ter testado pela Virgin ano passado.

“Sempre que você faz algo, algumas pessoas ficam incomodadas porque querem estar no seu lugar. Mas a vida é assim. Eu sei porque estou aqui. Você pode olhar a minha presença por uma ótica diferente. Fui testado em sessões de sexta-feira no ano passado. Fui bem e a equipe ficou feliz com meu trabalho. Também fui testado em dois carros diferentes em Abu Dhabi, no final do ano e acho que os resultados falam por si só. É isto que me garantiu uma vaga.” 

 

Confira as entrevistas na íntegra de:

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