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Ex-dirigentes da Manor lamentam “chance perdida” em 2017

Luca Furbatto, desenhista chefe, e Nikolas Tombazis, líder na aerodinâmica, acreditam que time poderia ter dado salto no pelotão intermediário caso competisse

Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Manor wind tunnel model car with the team
Manor wind tunnel model car
Manor wind tunnel model car
Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Esteban Ocon, Manor Racing MRT05
Pascal Wehrlein, Manor Racing MRT05, Esteban Ocon, Manor Racing MRT05

A Manor, que entrou em falência poucos meses antes da temporada de 2017 da F1, desperdiçou uma boa oportunidade de dar um salto no grid e se estabelecer de vez como equipe do pelotão intermediário. Pelo menos é o que acreditam os antigos dirigentes de destaque do time, Luca Furbatto e Nikolas Tombazis.

Depois de adotar os motores Mercedes na temporada passada, a Manor passou a aparecer com frequência no miolo do grid, inclusive com Pascal Wehrlein terminando na zona de pontuação no GP da Áustria. A equipe já trabalhava em estágio avançado em seu carro de 2017, com todas as mudanças de regulamento, quando fechou suas portas por problemas financeiros.

Furbatto, desenhista chefe, confiava no potencial de seu projeto. “Em termos de habilidade para rodar com o peso mínimo, estávamos muito confiantes de que poderíamos usar uma quantidade considerável de lastro, parecido com o que fazíamos em 2016. Ao ganhar 5s por volta de 2015 para 2016, ficamos confiantes de que nossas ferramentas para medir o ritmo da concorrência eram muito precisas, então não tenho dúvidas de que a Manor estaria no pelotão intermediário. Nossa expectativa era estar cerca de 3s atrás dos ponteiros”, disse, em entrevista ao site Formula Passion. Como referência, 3s foi praticamente o que separou Lewis Hamilton, pole position no GP da Austrália, de Nico Hulkenberg, o 12º no grid em Melbourne.

Já Tombazis, chefe de aerodinâmica, compartilha da opinião. “Eu também estava otimista de que poderíamos ter dado passos à frente no pelotão intermediário. É claro que sempre pensamos nos cenários do ‘e se...’.”

“Minha sensação é de que foi uma oportunidade perdida. Acredito que poderíamos ter sonhado alto com nosso carro de 2017, o que poderia ter garantido o futuro da equipe a longo prazo. Todos na Manor trabalharam muito duro e estávamos ansiosos para ver os resultados desse esforço”, completou. 

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