Ex-F1 crava: a emoção não se mede em ultrapassagens
David Coulthard argumenta que F1 não precisa de muitas ultrapassagens para ser emocionante, insistindo que momentos memoráveis e vitórias importam mais do que ação constante
O ex-piloto de Fórmula 1 David Coulthard refutou as alegações de que o campeonato precisa de muitas ultrapassagens para ser emocionante.
Um novo conjunto de regulamentos chegou à F1 nesta temporada, com um dos objetivos sendo abrir mais oportunidades de ultrapassagem. Os carros são menores e mais leves do que os carros da era do efeito solo, e a aerodinâmica ativa, que substituiu o DRS, juntamente com o impulso elétrico que os pilotos podem usar, visam aumentar as ultrapassagens.
Mas, após os pilotos compartilharem suas impressões iniciais durante os testes de pré-temporada no Bahrein, surgiram algumas preocupações de que isso possa não se confirmar.
"Se você tem o carro mais rápido na classificação, por que esperaria que alguém o ultrapassasse? Sabe, a essência da F1 é: rápido na frente, mais lento atrás. A corrida começa, o piloto mais lento nunca vai conseguir chegar e vencer", argumentou Coulthard no podcast Up To Speed.
"Basta olhar para a história do esporte. Seja o mais rápido. Como piloto, eu queria estar na pole position porque, especialmente em Mônaco, se eu liderasse na primeira curva, 90% do trabalho já estava feito."
O co-apresentador e ex-apresentador de TV da F1, Will Buxton, acrescentou: "Eles não conseguem ultrapassar em Mônaco desde a década de 1920. Então, 100 anos depois, ainda não há muita chance de isso acontecer. Mas a esperança com esses novos regulamentos é que as ultrapassagens sejam um pouco mais fáceis, que as corridas sejam um pouco mais emocionantes do que têm sido."
Start of race
Coulthard comparou uma corrida a uma partida de futebol, argumentando que se o time favorito de um torcedor vencesse por 1 a 0, ele sairia dizendo que foi um jogo emocionante.
"Mas eu não entendo", respondeu o ex-piloto da Red Bull. "Numa partida de futebol, se o seu time ganha por 1 a 0, você sai dizendo 'foi uma boa partida'. Você não vê 100 gols ou 100 pontos no basquete e coisas assim. Então não se trata de quantas coisas acontecem."
"Lembro-me de Mansell ultrapassando Gerhard Berger por fora no México em 1988. Essa cena ficou marcada na minha memória porque, talvez eu tenha me enganado quanto ao ano, mas foi uma ultrapassagem incrível."
"Ou me lembro da volta de classificação de Senna em Mônaco, que foi um segundo mais rápida que a de Alain Prost. O importante são esses momentos memoráveis, e não a quantidade deles. É como um feed de redes sociais."
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