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Ex-presidente da Ferrari duvida de força mental de Vettel

Luca di Montezemolo também falou o que faria para ajudar alemão se ainda estivesse no comando da escuderia

Sebastian Vettel, Ferrari

Sebastian Vettel vem sendo alvo de críticas por causa dos erros que vem atormentando o piloto alemão e que acabaram ajudando seu principal rival, Lewis Hamilton, a conquistar seus últimos dois títulos mundiais de F1.

O último desses erros aconteceu no último domingo, no Bahrein, ao rodar após batalha contra o piloto inglês da Mercedes, o que custou também uma vitória, já que seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, teve problemas em seu carro e não conseguiu segurar o triunfo.

Leia também:

Falando ao Podcast da F1 antes da prova do Bahrein, Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, de 1991 a 2014, falou sobre as características pessoais de Vettel, ressaltando que hoje observa a situação da escuderia pelo lado de fora de Maranello.

“Fui eu que contratei Vettel”, disse Montezemolo. “Ele é um rapaz muito bom, muito educado. Gosto muito dele como pessoa. Ele estava muito feliz com a possibilidade de correr na Ferrari e eu disse a ele que Michael (Schumacher) foi o primeiro a dar esse apoio anos antes. Para ser honesto eu não optei em contratá-lo antes porque achava que era muito cedo, por causa da pressão que há na Ferrari. “

“Contratei Vettel. Infelizmente ele chegou a Maranello em novembro e eu havia saído em outubro, então, apesar de eu tê-lo contratado, eu nunca o vi em Maranello.”

“A minha sensação, quero repetir: sensação do lado de fora, e às vezes estando do lado de fora você pode estar errado, a minha sensação é que ele é um rapaz rápido, ele é uma boa pessoa, ele ama a Ferrari, ele é um rapaz que sabe da responsabilidade (de guiar pela Ferrari), mas acho que talvez ele não tenha aquela força às vezes de em uma reunião, por exemplo, de bater na mesa (ouve-se um som de soco em uma mesa), de às vezes fazer algo assim.”

“Esta é a minha sensação do lado de fora. Tendo dito isso, ele é um patrimônio da Ferrari, que também pode cometer alguns erros. Michael (Schumacher) cometeu erros no início, não vamos esquecer disso.”

Indagado pelo entrevistador o que ele faria para ajudar Vettel caso ainda estivesse no comando da companhia, o ex-dirigente deu a receita.

“Primeiramente conversando com ele, entendendo o que ele quer, do que ele precisa, o que ele não está gostando, o que ele precisa para estar em condições melhores em termos de pessoas, em termos de como trabalhar, um 360 graus.”

“Em segundo lugar, mantê-lo mais próximo da equipe, trazê-lo mais para a minha sala, de ser mais proativo. Em terceiro, dizer ao chefe da equipe para dar a ele o máximo apoio para coisas externas, porque quando ouço declarações de críticas à equipe, para mim, é um grande erro.”

“Em outras palavras, quando você está em Maranello, você ganha e perde juntos. Acho que quando algum piloto comete algum erro, isso pode acontecer, ou porque está sob pressão ou porque sente que há uma falta de apoio do time”, concluiu.

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