EXCLUSIVO F1 - Falha no crash test frontal e atraso no cronograma: os bastidores da ausência da Williams em Barcelona
Motorsport.com Brasil apurou as razões que fizeram a equipe de Grove anunciar que não estará presente na pré-temporada realizada no Circuito da Catalunha
Foto de: Getty Images Europe
A Williams não estará presente em Barcelona, na próxima semana, para participar da primeira das três sessões de pré-temporada que a Fórmula 1 fará em 2026 por problemas no crash test frontal conforme apurou o Motorsport.com Brasil.
Através de um comunicado, a equipe de Grove anunciou que não estará presente nas atividades em Barcelona, agendadas para acontecer de 26 a 30 de janeiro. Ao todo, serão cinco dias disponíveis e os times poderão colocar os monopostos na pista em apenas três deles.
No anúncio, o esquadrão comandado por James Vowles não trouxe a informação principal: a razão da ausência. Alguns rumores começaram a surgir alegando que o chassi do carro não estava pronto, mas o site inglês The Race reportou que a informação não era verdadeira.
O Motorsport.com Brasil apurou que o chassi está pronto, passou no crash test, mas está bem acima do peso mínimo. 0 que realmente está impedindo a equipe de Grove de marcar presença em Barcelona na próxima semana é o bico do carro. O time está encontrando dificuldades em acertar a peça, já que ela não passou no teste obrigatório.
Internamente, a ausência em Barcelona não gerou tanta surpresa, uma vez que o cronograma da equipe está atrasado há um bom tempo.
De forma resumida, o teste de impacto frontal do carro funciona da seguinte maneira:
1. Objetivo do teste
Garantir que o bico do carro absorva energia de impacto frontal antes que ela chegue à célula de sobrevivência, protegendo o piloto.
2. Preparação
O bico é instalado em uma estrutura de teste fixa à parede de impacto;
Todos os componentes que possam afetar o teste devem estar no lugar;
A fixação deve ser realista, ou seja, não pode aumentar artificialmente a resistência;
Massa total da estrutura de teste: 900 kg.
3. Velocidade do impacto
Teste 1: impacto a mais de 17 m/s (~61 km/h).
Teste 2: impacto a mais de 14 m/s (~50 km/h).
4. Critérios de desaceleração
Pico máximo: 40 g (força que o nariz transmite ao chassi);
Curvas de desaceleração controladas para que o nariz absorva energia de forma segura;
Pequenas tolerâncias: até 43 g por 15 ms em situações excepcionais.
5. Após o impacto
O comprimento restante da FIS deve ser maior que 150 mm, garantindo que o nariz ainda funcione como absorvedor de energia;
Algumas peças podem permanecer nesse trecho, como:
Reservatórios de freio e tubulação associada;
Sistemas elétricos leves;
Painéis internos finos (menos de 1,5 mm);
Partes do sistema de ajuste SLM;
Reservatório térmico do sistema de resfriamento do piloto;
Ou seja, o bico deve absorver o impacto frontal de forma precisa, mantendo pelo menos 150 milímetros de estrutura intacta e permitindo a passagem de alguns componentes leves, tudo dentro da velocidade e desaceleração rigorosamente definida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Ao não passar no teste, a peça não é homologada pelo órgão e, com isso, a equipe não tem a liberação para colocar o carro na pista.
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