F1 - Alonso mantém confiança mesmo com início difícil: "Newey não esqueceu como projetar um carro"
Bicampeão reconheceu que Aston Martin passa por dificuldades, mas ressaltou que o 'mago da engenharia' ainda sabe como fazer seu trabalho
Fernando Alonso reiterou sua total confiança no chefe de equipe da Aston Martin, Adrian Newey, afirmando que não é como se ele tivesse “esquecido” como projetar um carro de Fórmula 1, apesar de uma pré-temporada difícil.
A F1 está introduzindo mudanças generalizadas nas regulamentações este ano, o que significa que a hierarquia é amplamente desconhecida, mas os sinais atuais apontam que a Aston Martin está significativamente atrás.
Isso porque a equipe enfrentou um problema após o outro na preparação para 2026. Tudo começou com o programa de túnel de vento, que começou com quatro meses de atraso, em meados de abril de 2025. Isso causou um prejuízo significativo para o time de Silverstone e, no primeiro shakedown coletivo do ano em Barcelona, só entrou na pista no quarto dia, o que significa que completou menos quilometragem do que as outras.
A Aston também teve baixa quilometragem no teste da semana passada no Bahrein, já que, no primeiro dia, um problema na unidade de potência fez com que Lance Stroll completasse apenas 36 voltas, antes de também perder grande parte do terceiro dia devido a um problema mecânico. Alonso teve um segundo dia melhor, com 98 voltas, mas fez a segunda volta mais lenta, o que levou o piloto canadense a afirmar “estamos quatro segundos atrás” em uma entrevista extremamente pessimista.
O problema é agravado pelo fato de a Aston ter entrado na era das novas regras com grandes expectativas. O time se tornou equipe de fábrica da Honda e, em 2025, contratou Newey, considerado 'o mago da engenharia' para projetar o carro. Porém, com mais de duas décadas de experiência na F1, Alonso não está tão preocupado com os resultados atuais.
Questionado se continua confiando na equipe, o bicampeão afirmou que "sim, especialmente do lado do chassi", relembrando o currículo do chefe da Aston Martin.
“A unidade de potência é um pouco mais difícil, porque ainda não temos um bom entendimento das regulamentações e do que é necessário, mas no que diz respeito ao chassi, não há dúvidas. Depois de mais de 30 anos de Adrian dominando o esporte, não é como se ele fosse esquecer tudo em um ano", falou.
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
"Não sei onde estamos agora em termos de chassi e nível de aderência, mas mesmo que não estejamos 100% agora, estaremos em breve, porque vamos resolver qualquer problema na unidade de potência. Precisamos dar tempo ao tempo e entender onde estamos e, se estivermos atrás, melhorar o mais rápido possível", acrescentou.
O impacto da chegada de Newey à Aston foi sentido em toda a equipe, de acordo com o embaixador Pedro de la Rosa, que ficou particularmente impressionado com a resposta do engenheiro aos testes no Bahrein.
“Somos as mesmas pessoas, somos iguais, só que, desde que Adrian chegou, sua liderança é inquestionável”, disse o ex-piloto de F1 no terceiro dia de testes. “Essa é a maior diferença. Eu senti isso, por exemplo, ontem, depois de um dia muito difícil de testes aqui no Bahrein. Ele falou na reunião técnica e sua liderança é tão forte que toda a equipe sabe exatamente o que tem que fazer".
Pedro de la Rosa, da Espanha, Aston Martin F1 Team
Foto: Zak Mauger / Motorsport Images
“Isso é muito diferente dos anos anteriores, em que todos podiam ter suas próprias teorias sobre as coisas. Adrian é muito claro sobre o que precisa ser feito e ninguém levanta a mão para questioná-lo. Portanto, você tem essa enorme quantidade de recursos trabalhando em uma única direção. Sei que pode não parecer convincente, mas acredite, sentar lá e ouvir esse momento foi muito inspirador para todos nós. Especialmente quando as coisas dão errado. Quando dão certo, não precisamos de um líder. É quando as coisas dão errado", continuou.
A confiança de De la Rosa em Newey é tão forte que ele não acredita que seja hora de pânico para a Aston Martin, pois está confiante de que ele pode reverter a situação.
“Acho que é um ponto de virada ter Adrian na equipe. Não estamos felizes, sejamos honestos. Ninguém fica feliz quando você está dois segundos mais lento do que esperava, mas também é verdade que ninguém está preocupado. É diferente. Não estamos felizes, mas não estamos pensando ‘então é isso'. Não, de jeito nenhum", concluiu.
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