F1: As respostas das cinco principais perguntas sobre GP da Austrália
Primeiro GP da temporada trouxe à tona diversos assuntos e muitas perguntas a serem respondidas
Neste domingo (08), aconteceu a primeira corrida da temporada 2026 da Fórmula 1, no GP da Austrália. Veja os cinco principais questionamentos após o início da campanha em Melbourne.
O que aconteceu com as duas Mercedes na largada?
George Russell, Mercedes, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Foto di: Steven Tee / LAT Images via Getty Images
Ao final da volta de aquecimento, Russell, e principalmente Antonelli, viram a carga da bateria se aproximar de zero. Antes chegar à posição de largada, Russell conseguiu fazer duas arrancadas com os pneus, enquanto Antonelli não, resultando em temperaturas de 30 graus celsius no início da corrida, em vez dos habituais 70. Para Kimi, foi a tempestade perfeita: enquanto Russell conseguiu minimizar os danos, sofrendo as consequências apenas na largada, a queda na temperatura complicou as coisas para Antonelli, resultando na perda de cinco posições, enquanto Russell cedeu apenas uma posição para Leclerc.
Quando estava agendada a parada nos boxes de Russell e Antonelli?
George Russell, Mercedes
Foto di: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
As primeiras voltas da corrida demonstraram o impacto do modo de ultrapassagem. A disputa acirrada entre Russell e Leclerc impediu a Mercedes de abrir vantagem como planejado inicialmente. A equipe, então, decidiu parar nos boxes duas voltas antes do previsto, focando na estratégia de undercut para tentar ultrapassar a Ferrari. Quando o abandono de Hadjar acionou o safety car virtual, os estrategistas da Mercedes não hesitaram e chamaram Russell aos boxes. Antonelli foi instruído a fazer o oposto de Hamilton: Kimi entrou nos boxes ao ver a Ferrari de Hamilton continuar sem parar.
Por que a Ferrari não aproveitou o safety car virtual para parar nos boxes?
Charles Leclerc, Ferrari, George Russell, Mercedes
Foto di: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
A excelente largada permitiu que Hamilton e Leclerc evitassem perder tempo no tráfego e capitalizassem imediatamente no ritmo do carro. Quando o safety car virtual entrou em ação, Leclerc liderava, um segundo à frente de Russell, dois à frente de Hamilton e três à frente de Antonelli. A Ferrari havia planejado uma corrida com apenas uma parada, trocando de pneus médios para duros após um terço da prova.
Na garagem da escuderia, decidiram abrir mão da vantagem (de oito segundos) que uma parada nos boxes na volta 12, sob o safety car virtual, teria oferecido, considerando o risco de completar as 45 voltas restantes com pneus duros muito alto. Uma estratégia mais agressiva teria sido considerada se as posições na pista estivessem longe da zona do pódio, mas a excelente largada aconselhou a Ferrari a não correr riscos.
Por que a Ferrari teve um desempenho melhor no primeiro stint?
Charles Leclerc, Ferrari, Lewis Hamilton, Ferrari, George Russell, Mercedes
Foto di: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
Muito se fala sobre a vantagem que o turbo "pequeno" da Ferrari oferece na largada. Segundo os rivais da escuderia, a aceleração extra proporciona uma vantagem mesmo com o tanque cheio, ou seja, quando os carros demoram mais para fazer as curvas. Mais tempo em baixa velocidade se traduz em uma queda maior na rotação do motor e, durante as fases de recuperação, o turbo menor é mais eficiente.
Uma resposta definitiva virá nas próximas corridas, mas, como esperado, a Ferrari teve um desempenho melhor no primeiro stint (em comparação direta com a Mercedes) do que no segundo. Obviamente, também há a questão dos pneus, mas na segunda metade da corrida, a diferença de pneus favoreceu a Ferrari, que parou nos boxes 13 voltas depois da dupla Russell-Antonelli.
A Mercedes estava confiante em completar a corrida sem uma segunda parada nos boxes?
George Russell, Mercedes
Foto di: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
Não. Os estrategistas da Mercedes aproveitaram a oportunidade para trocar os pneus durante o safety car virtual devido às dificuldades de Russell em ultrapassar Leclerc. Foi uma manobra feita com a consciência de que tinham um excelente ritmo de corrida, mas também com o risco de os pneus duros não aguentarem. A primeira boa notícia para a Mercedes veio de uma análise dos pneus médios usados na largada, que confirmou um desgaste menor do que o esperado. No entanto, após a volta 40, tanto Russell quanto Antonelli relataram o aparecimento de granulação, principalmente no pneu dianteiro esquerdo, pelo rádio.
Os estrategistas consideraram concretamente a possibilidade de uma segunda parada: com pneus novos, previa-se que Russell e Antonelli conseguiriam alcançar as duas Ferraris nas voltas finais, mas a opção foi posteriormente descartada quando os tempos de ambos os carros voltaram ao normal. O alarme foi dissipado e tanto Russell quanto Antonelli conseguiram completar as voltas finais sem recorrer a manobras de gerenciamento excessivas.
EVERALDO MARQUES conta TUDO sobre F1 na GLOBO, causos e ligação com AUTOMOBILISMO na carreira
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