F1 - Bortoleto minimiza críticas de Alonso sobre novos carros: "Ainda ficarão mais rápidos"
Brasileiro da Audi reconheceu experiência do bicampeão, mas destacou novidade do novo conjunto de regras
Fernando Alonso, Aston Martin Racing, Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team
Foto de: Zak Mauger / LAT Images via Getty Images
O regulamento de 2026 da Fórmula 1 tem sido alvo de escrutínio especialmente pelos campeões mundiais veteranos que fazem parte do grid: Lewis Hamilton, Max Verstappen e Fernando Alonso, sendo o último empresário de Gabriel Bortoleto. Em nova entrevista a Sky Sports, o brasileiro da Audi declarou que entende as críticas do bicampeão, mas pediu 'paciência', destacando que ainda "é cedo e, em 2 ou 3 meses, os carros estarão mais rápidos".
A gestão de energia tem se mostrado a parte mais importante na pilotagem dos novos carros, com pilotos precisando "sacrificar" a velocidade nas curvas para favorecer o carregamento da bateria, a depender da pista, característica que foi criticada por Alonso.
“Toda essa energia tira um pouco do desafio para o piloto. Nos anos 1990 e início dos anos 2000, eram os melhores carros para guiar: leves, com muito som, onde você ganhava tempo correndo mais riscos, entrando a fundo em uma curva rápida e só aliviando um pouco o pé”, disse o bicampeão à Sky. "Agora, você não precisa mais assumir riscos como piloto. Trata-se de ter mais energia, porque todos nós a usamos nas retas e não queremos desperdiçá-la nas curvas. Então, isso significa que andamos bem devagar nas curvas, enquanto nas retas temos toda a energia disponível. Mas, ao andar devagar nas curvas, a principal função do piloto, que é arriscar tudo, acaba se perdendo um pouco".
Questionado sobre os comentários do empresário, Bortoleto ressaltou a vasta experiência do espanhol com carros de gerações anteriores, mas reconheceu que a temporada de 2026 está apenas começando, destacando ainda que essa novidade é o motivo pelo qual não são carros "bonitos de guiar".
“Fernando sempre esteve acostumado a pilotar carros muito rápidos. No ano passado, havia muita aderência e um motor desenvolvido ao longo de muitos anos. Agora é tudo novo e há muito para desenvolver, por isso muitas vezes não é bonito de guiar. Mas é assim, é o início de um novo regulamento e, mesmo para mim que sou um piloto jovem, é um belo desafio crescer e desenvolver com uma equipe nova como a Audi”, falou Bortoleto.
"Obviamente não são os carros mais agradáveis de pilotar, mas acho que em 3 ou 4 anos não serão tão ruins. Como disse, são diferentes de pilotar: muda a forma de conduzi-los, a frenagem, a aceleração e a gestão de energia. É tudo um pouco menos no limite em comparação com o que estávamos acostumados, mas também há partes interessantes”, continuou, explicando ainda que, com esses carros, "você está em luta constante".
"Olhando as onboards das voltas mais rápidas, dá para ver que estamos sempre no limite: no meio da curva parece que a traseira vai escapar, depois a dianteira, então são realmente difíceis de pilotar e é preciso um controle muito elevado. Ainda há muito a aprender e agora é cedo, porque para mim, em 2 ou 3 meses, os carros estarão ainda mais rápidos e os motores mais desenvolvidos. Então diria que, por enquanto, não estamos 100% no limite, mas chegaremos lá", concluiu.
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