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F1 - Bortoleto reflete sobre pressão do público brasileiro: "Vai ser sempre assim"

Piloto da Sauber elogiou a paixão dos compatriotas pelo esporte e o porquê de ser pressionado em seu primeiro ano de F1

Gabriel Bortoleto é um dos novatos que se destacou na temporada 2025 da Fórmula 1, e a própria categoria destacou isso, no podcast oficial da categoria, Beyond the Grid. Em entrevista ao repórter e apresentador Tom Clarkson, o piloto da Sauber contou como é representar o Brasil na F1.

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Ao ser perguntado pela pintura do capacete, que utiliza as cores da bandeiras em um esquema parecido com o do tricampeão Ayrton Senna, ele disse como tal ideia surgiu: "Bem, é uma mistura de Senna e Brasil. Obviamente, são as cores do Senna, porque ele ficou famoso usando-as. Ele é meu ídolo. Então, no ano passado, na F2, eu tinha um capacete vermelho e... Desculpe, era laranja e preto, se não me engano. Algo parecido com isso".

"E então eu disse, nos 30 anos da morte de Senna, vou fazer um tributo a ele e fazer um capacete nas cores dele com o logotipo de Senna junto com a família. Então, eles aprovaram e disseram: 'Com certeza, nós adoraríamos'. É incrível fazer isso em um evento em Imola. Então, eu decidi fazer isso".

O então novo capacete foi visto como um amuleto depois do pódio no Autódromo Enzo e Dino Ferrari: "Isso me trouxe sorte. Fiz uma pole e consegui meu pódio. Não sei se foi meu primeiro pódio. Provavelmente foi o primeiro da temporada. E decidi continuar com esse capacete porque muitos brasileiros se apaixonaram por ele e eu também. Pensei: por que não usei as cores do meu país antes?"

"Eu represento o Brasil. Eu deveria estar usando [as cores]. Então, decidi usá-las. E, neste ano, eu a utilizo como as cores da bandeira brasileira e, obviamente, do Senna. Essa foi a razão pela qual fiz isso. E sim, estou muito feliz por poder usá-la assim".

Sobre a homenagem ao lendário piloto brasileiro, Bortoleto apontou que a família de Senna apoiou tal gesto: "Sim, eles [a família de Senna] apoiaram. Eles apoiaram 100%. Eles estavam em Ímola e tiramos muitas fotos juntos e fiquei muito feliz porque a família do meu ídolo estava lá, feliz por eu estar usando algo para ele, sabe, como um sonho de menino".

Clarkson perguntou para Bortoleto qual é a pressão de representar o Brasil na categoria, o que ele respondeu que vê isso como algo positivo: "Há pressão, obviamente, como em qualquer outro país. Obviamente, o Brasil provavelmente um pouco mais do que a Inglaterra, porque a Inglaterra teve muitos pilotos por muitos anos, campeões e tudo mais".

"Para nós, acredito que os brasileiros são tão emotivos, tão apaixonados pelo esporte e querem que o Brasil esteja em alta que qualquer atleta da Fórmula 1, do tênis ou de qualquer outro esporte, eles começam a segui-lo e dizem, 'OK, você precisa ser o próximo'. E eles colocam essa pressão sobre você. E eu vejo isso como algo positivo, pois recebo muito apoio do Brasil".

"Mas também, quando você tem uma corrida difícil, às vezes há pessoas que vão atrás de você e o criticam. Mas, no final das contas, isso faz parte do trabalho. Vai ser sempre assim. Nós temos amor e amamos as pessoas. Isso não lhe dá amor e é normal".

"Mas eu já disse isso antes e é isso que eu amo no Brasil, porque somos emotivos, somos honestos, normalmente não somos falsos. Tudo o que sentimos, colocamos para fora e pronto. E eu sei que muitas dessas pessoas que talvez critiquem, não estão realmente criticando. Elas estão apenas sentindo a dor de querer que você se saia bem".

"Muitas vezes, vejo pessoas que vêm e tentam me dar conselhos, mas elas não entendem de automobilismo. Mas eu vejo as coisas de uma maneira diferente. Tento entender o que estão dizendo, porque sempre há algo que se pode fazer a respeito".

Clarkson apontou Rubens Barrichello como um exemplo de um piloto que sofreu tal pressão do público brasileiro, apontando como ele foi duramente criticado pelos compatriotas, o que Gabriel concordou:

"Com certeza, sim. Mas sempre foi assim. Este é o Brasil. E como não temos muitas oportunidades de estar em um grid como o da Fórmula 1, há oito anos não tínhamos um piloto brasileiro".

"Agora que temos, eles querem que eu vença. Eles querem que eu vença o mais rápido possível. Mas é claro que isso leva tempo. Isso não vai acontecer assim. Temos que nos desenvolver e crescer como equipe e estamos fazendo isso agora. Mas sim, vai levar um pouco de tempo. Mas espero que chegue logo".

Sobre o retorno ao Brasil na pausa de meio de temporada, Bortoleto refletiu como ele é reconhecido na rua e em outros ambientes: "Sim, quero dizer, obviamente é um pouco diferente. Você entra em um restaurante, as pessoas o reconhecem em todos os lugares que você vai agora. É legal porque elas vêm e dizem palavras bonitas e tiram fotos".

"Preciso ser honesto, há muitas crianças [fãs] hoje em dia. É impressionante. Eu moro em um prédio fechado, digamos, um bairro fechado. Há muitas casas lá dentro que têm segurança e tudo mais. A gente sabe um pouco como é o Brasil. E dentro desse lugar as pessoas sabem que eu estou lá algumas vezes por ano".

"E muitas vezes eu estava comendo, jantando com a minha família, e aí tocava a campainha. E então eu pensava: "Meu Deus, quem é? Então eu abria a porta e era uma criança assim, de seis, sete anos, com os pais atrás. Eles disseram: 'Desculpe incomodar a essa hora da noite, mas meu filho pode tirar uma foto? Ele é um grande fã'. E eu respondi: 'Com certeza'. Eu era esse garoto há alguns anos. Adoro fazer essas coisas com as pessoas porque eu era uma delas há pouco tempo".

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