F1: Brundle teme 'falta de brutalidade' em 2026 com regulamento focado em gestão de energia
Comentarista acredita que categoria não tem mais nível de agressividade como no passado, mas destaca que "melhores pilotos farão o melhor uso das ferramentas"
Martin Brundle alertou que os carros da Fórmula 1 de 2026 exigirão um gerenciamento constante de energia por parte dos pilotos, acrescentando que essa mudança afasta o campeonato das corridas “brutas” que os fãs procuram.
Falando durante a cobertura dos testes em Barcelona na Sky Sports, o ex-piloto e atual comentarista analisou a primeira quilometragem significativa das equipes antes do início da temporada em Melbourne.
Os fãs tiveram seu primeiro contato com os carros regulamentados de 2026 e, embora as ressalvas habituais dos testes permaneçam, há muito a ser dito sobre como esses motores mais elétricos mudarão a forma como os pilotos correm.
Brundle argumenta que isso fará com que o grid se concentre mais na distribuição e recuperação de energia do que no ataque. Ao discutir o assunto com os colegas Ted Kravitz e Craig Slater, o ex-piloto da Benetton foi questionado se esse novo foco na distribuição de energia “estragaria a diversão dos pilotos”.
“Bem, acho que já é tarde demais para mudar isso, Ted, para ser honesto”, admitiu Brundle, comparando isso ao uso do KERS a partir de 2009. “É assim que funciona agora na F1 com a eletrônica – assim como nos carros de rua – e a aerodinâmica complexa, os simuladores e tudo mais. Então é isso que temos".
"Os melhores pilotos farão o melhor uso das ferramentas. E vou lhe dizer uma coisa: Ayrton Senna e Michael Schumacher, que Deus os abençoe, adorariam ter todas essas ferramentas à disposição para tirar proveito delas. Eles sempre fizeram isso. Seja com caixas de câmbio ativas ou semiautomáticas ou com a configuração dos carros. Eles sempre tiraram o máximo proveito de quaisquer ferramentas — que eram bem rudimentares naquela época", continuou.
Lance Stroll, Aston Martin
Foto: Aston Martin Racing
“Mas, como piloto, não importa o que você esteja pilotando, onde quer que seja, você encontra o limite da aderência e pilota até ele, ou um pouco além se puder. É uma série de curvas à esquerda e à direita e retas, e é isso que você faz", disse.
Ele continuou, acrescentando que um pouco mais de dados para quem está assistindo seria uma boa ideia para ajudar na compreensão. “Acho que será muito importante para as equipes que nos forneçam dados precisos em tempo real sobre as baterias, para que possamos entender. 'Se houver ultrapassagens, [foi] por quê?' Se algum piloto foi inteligente em uma série de curvas e conseguiu um pouco mais de potência", falou.
Voltando à pergunta original, o experiente comentarista acredita que já passamos há muito tempo da época das corridas “brutas”.
“É tão bruto quanto literalmente cotoveladas, do tipo Senna contra Mansell? Não, não é. Mas, como eu disse, o gênio já saiu da lâmpada e não dá para voltar. Portanto, temos que aproveitar ao máximo o que temos", concluiu.
Causos com GALVÃO, REGI, EVERALDO MARQUES, BURTI e cia: ALFREDO BOKEL diz TUDO dos jornalistas da F1
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