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Pilotos do time de Grove não escondem frustração com início difícil da temporada de 2026

Alexander Albon, Williams

Alexander Albon, Williams

Foto de: Peter Fox

Não é exagero dizer que o início da temporada de 2026 da Williams na Fórmula 1 tem sido um desastre. Considerando as três sessões de classificação em Melbourne e Xangai, a melhor posição no grid foi o 15º lugar de Alex Albon na Austrália, quando seu companheiro de equipe Carlos Sainz nem chegou a participar da classificação após enfrentar problemas no terceiro treino livre. Em corridas, apenas o espanhol conseguiu pontuar, terminando em nono lugar na China.

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Em Xangai, Sainz e Albon caíram já no Q1, ficando em 17º e 18º — a dois e seis décimos do Q2, respectivamente. Sainz largou na mesma posição na corrida sprint, enquanto Albon ficou em último após outro problema no carro. No GP, o tailandês nem mesmo participou da largada. 

É fácil apontar que o carro da Williams está significativamente acima do peso, algo que a equipe admitiu na Austrália. Mas a dimensão do déficit claramente vai além disso. Então, a equipe, que passou a maior parte de 2025 focada neste ano, terá que voltar à prancheta para trazer atualizações aerodinâmicas significativas.

“Não podemos nos esconder atrás do peso, porque no fim das contas há outros carros no pelotão intermediário que também estão acima do peso”, disse um Albon frustrado em Xangai. “Com certeza não tanto quanto nós, mas ainda assim estão acima do peso. E o déficit que temos para essas equipes não é só isso". 

Além do peso e da falta de downforce, a Williams esteve completamente perdida na China, com problemas significativos de equilíbrio do carro, e praticamente esgotou todas as opções para resolvê-los.

“Estamos indo para áreas que nunca exploramos antes”, detalhou o tailandês. “Nada parece resolver o carro. Tenho certeza de que a Cadillac é mais rápida que a gente em várias curvas, então estou tentando entender o que está acontecendo. O maior problema no momento é que o carro está andando com três rodas, então precisamos corrigir isso. Há muitos problemas de equilíbrio no carro, e também estamos vendo falta de downforce. É um acúmulo de fatores”. 

A Williams superou todas as expectativas no ano passado ao subir do nono para o quinto lugar no campeonato de construtores. Agora, ela parece estar indo na direção oposta, apesar do foco claro em 2026 e do benefício das unidades de potência Mercedes, consideradas referência, e o cenário tem sido um choque para a equipe de Grove.

“É justo dizer que estamos todos frustrados, mas a equipe está alinhada nisso”, insistiu Albon. “Foi um início de temporada doloroso, mas ainda tenho fé nesta equipe. É que você sai de um momento tão alto no ano passado para meio que voltar a onde estava antes”. 

“Mas já passamos por isso antes, sabemos o que é necessário para voltar e estamos mais preparados também. Só precisamos de tempo e infelizmente não é um processo simples. Temos que tentar evoluir mais rápido que nossos rivais do pelotão intermediário e tentar terminar a temporada em uma boa posição. Mas, por enquanto, estamos claramente bem atrás", finalizou. 

Melhor colocado pela equipe de Grove, Sainz também sabe que o cenário da Williams é muito delicado, mesmo tendo conseguido pontuar em Xangai. O espanhol explica que o time "sabe que está muito lento, mais lento do que gostaria de estar" e concorda com Albon de que há mais de um motivo por trás dos problemas. 

"Parte disso é o peso, que sabemos que precisamos tirar do carro. Mas outra parte, uma parte muito grande, é o downforce  que precisamos melhorar. Também não temos sido o carro mais confiável. Honestamente, precisamos evoluir, porque estamos tendo problemas demais em muitas áreas e, como equipe, precisamos nos esforçar ao máximo", acrescentou. 

"Espero que esses dois pontos sirvam como uma espécie de motivação extra para todos voltarem para casa e se dedicarem, porque não é onde queríamos estar nem onde dissemos que estaríamos nesta temporada", concluiu. 

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