F1: Como Globo contornou conflito no Oriente Médio para chegar à Austrália; mídia mundial também repensa rotas
Categoria retorna a emissora carioca após cinco temporadas
The pre-race ceremony on the grid
Foto de: Simon Galloway / Motorsport Images
A escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado no último sábado com ataques coordenados dos EUA e Israel sobre o Irã, provocou o bloqueio do espaço aéreo de uma região particularmente importante para a Fórmula 1 nesta semana, que terá a etapa de estreia da temporada na Austrália. A rota usual de viagem para Melbourne, que passa por Europa e parte da Ásia, está fechada, o que tem obrigado os profissionais de mídia a rearranjarem os planos de viagem.
Chefe do GP da Austrália, Travis Auld disse a BBC que "nas últimas 48 horas, foi necessário reorganizar alguns voos", porém, deixou claro que, no que diz respeito a equipes, pilotos e funcionários responsáveis pela realização do evento "grande parte da responsabilidade é da F1". "Pelo que sei, tudo já está resolvido, todos estarão aqui prontos para a corrida e os fãs não notarão nenhuma diferença", falou.
Porém, no caso da mídia especializada, jornalistas e emissoras são responsáveis pelo próprio deslocamento e, nos últimos dias, precisaram refazer os planos. Detentora dos direitos de transmissão no Brasil, a equipe do Grupo Globo já está a caminho de Melbourne.
Repórter escalado para este fim de semana, Guilherme Pereira irá para a Austrália via Los Angeles, nos EUA, e a produtora que irá acompanhá-lo, atualmente na Europa, pegará um voo via Hong Kong, na Ásia. Residente em Mônaco, Mariana Becker, que atuará como comentarista a partir deste ano, conseguiu alterar a passagem previamente agendada e também utiliza uma rota alternativa. Ao Motorsport.com Brasil, confirmou que passou por Amsterdam (Holanda) e aguarda voo para Kuala Lumpur, na Malásia, antes de Melbourne.
A Ásia tem se mostrado a alternativa mais popular entre membros da imprensa. Julianne Cerasoli, do UOL Esporte, publicou em suas redes sociais que está indo via Hong Kong, fazendo ainda uma parada em Perth, costa oeste da Austrália. Residente em Londres, seu planejamento inicial envolvia uma parada em Doha, no Catar, mas o aeroporto da cidade está fechado.
Entre membros da imprensa internacional, Stuart Codling, da edição global do Motorsport.com, também irá pela Malásia, assim como Becker. Joe Saward, repórter britânico freelancer, publicou no X/Twitter que também remarcou um voo originalmente programado para Doha, e utilizará uma rota que passa pelos EUA. Chris Medland, freelancer com passagens por Racer e SiriusXM, postou no Instagram que passou por Nadi, em Fiji, na Oceania. Jon Noble, do site The Race, publicou no X/Twitter que já está em Melbourne, tendo passado por Xangai, na China.
Pilotos também estão 'se desdobrando' para chegar a Melbourne. Empresário de Carlos Sainz, Carlos Oñoro publicou em seus stories o itinerário: Milão, Londres (escala de 7h), Singapura (escala de 2h), Sydney (onde Sainz participará de um evento) e, finalmente, Melbourne. Segundo o perfil @VerstappenJet no X, Max Verstappen saiu de Mônaco nesta segunda (02), parou no Egito, passou pelos Emirados Árabes e foi visto pela última vez próximo à Índia.
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