F1: Conflito no Oriente Médio provoca cancelamento de teste da Pirelli no Bahrein
Ataques aéreos causaram preocupação; categoria monitora situação
The Bahrain flag flies over the Sakhir Tower
Foto de: Sam Bagnall / Motorsport Images
O conflito no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã, agravado na manhã deste sábado por ataques e explosões em diferentes países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque já está afetando a Fórmula 1.
Um teste de pneus da Pirelli, programado para este fim de semana no circuito do Bahrein, foi cancelado após a escalado do conflito. Um míssil iraniano, que atingiu uma base da Marinha norte-americana, foi disparado a apenas 30km da pista barenita, em Sakhir, mesmo local onde aconteceram os testes de pré-temporada da F1 há duas semanas.
Mercedes e McLaren haviam cedido "carros mula" para a simulação, com o planejamento incluindo simulações de corrida com chuva (o circuito seria molhado artificialmente) para obtenção de dados. Em comunicado enviado a imprensa, a Pirelli garantiu que todos os funcionários "atualmente em Manama estão em segurança em seus hotéis. A empresa está trabalhando para garantir a segurança deles e organizar o retorno à Itália e ao Reino Unido o mais rápido possível".
Na manhã deste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que iniciou “grandes operações de combate” contra o Irã, buscando "defender o povo americano" de supostas ameaças. Em retaliação, o Irã atacou bases militares norte-americanas. Como consequência da escalada do conflito, o espaço aéreo da região foi bloqueado, o que também prejudica a F1.
Em entrevista ao site RacingNews365, um porta-voz da categoria relembrou que "nossas próximas três corridas são na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio - essas ainda não acontecerão nas próximas semanas". Ele ainda garantiu que "como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como esta e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades competentes".
Porém, mesmo que o GP da Austrália, programado para o próximo fim de semana (6, 7 e 8 de março), não seja em uma zona de conflito, o fechamento do espaço aéreo já atrapalha o planejamento de pessoas envolvidas com as corridas. Segundo reportagem do site espanhol Soymotor, parte do material de algumas equipes, especialmente das categorias de base (que também têm etapa programada em Melbourne), está bloqueado em aeroportos do Oriente Médio e da Europa.
Ainda de acordo com a publicação espanhola, membros de equipe da Prema ficaram aguardando dentro do avião sem poder decolar, enquanto outros não conseguiram realizar o check-in. O 'caminho habitual', passando por Europa e Ásia, que atravessa a Turquia e tem conexão na Península Arábica, encontra-se bloqueado pelo conflito e por restrições decorrentes da impossibilidade de sobrevoar a Rússia. Diante desse cenário, estuda-se rotas alternativas, incluindo opções pela América do Sul e por Joanesburgo, na África do Sul.
Até este momento, a realização da etapa em Albert Park não parece correr risco, com a maior preocupação sendo a chegada dos funcionários das equipes, envolvendo não só questões de segurança e tempo, mas também financeiras. Há quem já esteja na Austrália por ter viajado mais cedo, mas essa é a exceção.
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