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Ferrari F1-75 engine

Neste momento, a Ferrari lidera ambos os mundiais da Fórmula 1 após um início praticamente dos sonhos, com uma dobradinha no Bahrein e seus dois pilotos no pódio na Arábia Saudita. O carro vermelho deste ano está presente nas posições de honra, pelo que podemos chamar de uma revolução total em Maranello, especialmente após os anos de penúria.

O F1-75 do novo regulamento possui um assoalho peculiar, mas a parte superior também vem atraindo os olhares dos mais observadores, demonstrando que a equipe de engenheiros de Enrico Cardille, chefe da área de chassi da equipe.

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Carlos Sainz Jr, Ferrari F1-75

Carlos Sainz Jr, Ferrari F1-75

Photo by: Glenn Dunbar / Motorsport Images

Mesmo assim, parte desse mérito no sucesso do começo de temporada dos italianos se deve à unidade de potência, chamada 066/7, que representa um grande avanço, e que a permitiu reduzir a diferença, ou até mesmo superar, Mercedes e Honda, agora Red Bull Powertrains.

Haas e Alfa Romeo conseguiram somar pontos valiosos no começo de 2022, e parte disso se deve à unidade de potência, na qual a velocidade de propagação da chama foi melhorada, oferecendo mais homogeneidade à mistura entre ar e combustível e a fase de estouro.

O propulsor italiano mostrou uma grande aceleração na saída de curvas, algo potencializado pela excelente tração do F1-75 da Ferrari, enquanto não perdia pontos de rendimento na velocidade máxima. Os mais curiosos se perguntam como é possível que esse motor seja tão eficiente, tanto em aceleração quanto no limite, e a questão é que não há apenas uma resposta.

Um dos aspectos mais inovadores tem a ver com o sistema de admissão, no interior da caixa, onde se encontram condutores compridos de geometria variável e, se olharmos para cima, há uma espécie de 'serpente' de carbono que aparece pela primeira vez no 066/7.

Ferrari F1-75: detalhe da unidade de potência 066/7

Ferrari F1-75: detalhe da unidade de potência 066/7

Photo by: Uncredited

Se tratam de tubos compostos que não fazem parte do motor homologado, e que podem ser modificados tanto em design quanto em longitude, tudo para "afinar" o propulsor de 6 cilindros às características de pista que a Ferrari se encontra. Assim, não deve surpreender o fato da unidade de potência da equipe italiana se adaptar tão bem aos diferentes circuitos do calendário.

Antes de finalizar, um último ponto importante. Vários veículos vem sinalizando que o 066/7 é um motor reconvertido, com uma separação do turbocompressor, seguindo o conceito introduzido pela Mercedes em 2014 e que logo surgiu na Honda e agora na Renault. Isso não é correto, já que a arquitetura da Ferrari segue sendo a clássica e, com ela, trataram de dar um golpe na mesa em busca desse título que busca há mais de uma década.

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