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F1: 'Devemos melhorias e vitórias aos fãs', diz CEO da Ferrari

Benedetto Vigna falou sobre má fase da marca na principal categoria do automobilismo em evento para apresentar resultados e metas financeiras

Charles Leclerc, Ferrari SF-25

Charles Leclerc, Ferrari SF-25

Foto de: Shameem Fahath / Motorsport Network

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, reafirmou o desejo da fabricante de encerrar seu jejum de títulos na Fórmula 1 após apresentar as metas econômicas da marca no Capital Markets Day (Dia dos Mercados de Capitais, em tradução livre), na última quinta-feira, em Maranello.

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A equipe italiana, historicamente a mais vitoriosa da F1, não conquista o campeonato de construtores desde 2008, sendo o último título de pilotos conquistado por Kimi Raikkonen, em 2007. Apesar disso, a marca teve sucesso em outras categorias de destaque, sendo inclusive a tual líder do Mundial de endurance e tendo vencido as últimas três edições das 24h de Le Mans. 

O assunto foi abordado no Capital Markets Day da Ferrari, evento no qual a empresa apresenta sua estratégia de longo prazo e metas financeiras. “Da última vez, assumimos o compromisso de vencer nas pistas”, disse Vigna. “Conseguimos isso com o 499P no endurance, mas na Fórmula 1 precisamos melhorar. Precisamos vencer. Devemos isso aos nossos fãs leais em todo o mundo”.

O evento também foi uma oportunidade para a Ferrari apresentar sua visão tanto no lado esportivo quanto no setor automotivo: a fabricante revelou que espera uma receita de 7,1 bilhões de euros (R$44,8 bilhões, na cotação atual) para este ano, com projeção de crescimento para 9 bilhões de euros (R$56,8 bilhões) até 2030, além de lucros ajustados de pelo menos 3,6 bilhões de euros (R$22,7 bilhões).

O presidente da Ferrari, John Elkann, disse: "A Ferrari é única e o é em três dimensões: tradição, tecnologia e corrida. A combinação perfeita dessas três almas define a Ferrari. As corridas, uma história que começou nas pistas há quase 100 anos, definem quem somos. Quero deixar claro: isso é pessoal. Meu compromisso é como presidente, como acionista majoritário e, acima de tudo, como uma pessoa que viveu a Ferrari como uma paixão durante toda a vida". 

"Estou empenhado em garantir que cada decisão que tomarmos possa reforçar a singularidade da Ferrari. Estou comprometido com nosso pessoal, cujo talento e dedicação são a maior garantia para nosso futuro. Com nossos amados pilotos da Ferrari, que nos confiam seus sonhos. E com nossos leais fãs, ansiosos para nos ver vencer na F1, assim como estamos vencendo na Endurance. E é com orgulho que trouxemos para casa o troféu de Le Mans após três vitórias consecutivas", continuou. 

Os lucros projetados ficaram abaixo da taxa de crescimento que a Ferrari havia estimado em 2022, o que provocou uma forte queda nas ações da empresa — resultando no pior dia de negociações tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

As ações da Ferrari despencaram 15% na Bolsa de Nova York, sua maior queda diária desde que passou a ser negociada lá, em 2015, e caíram mais de 14% em Milão, registrando também a maior perda em um único dia desde sua listagem na Itália, no início de 2016.

Essa queda histórica acabou ofuscando o dia em que a empresa revelou a tecnologia por trás de seu primeiro carro elétrico, previsto para estrear no próximo ano. Durante uma coletiva de imprensa convocada após o impacto negativo no mercado, Vigna comentou: "As pessoas esperavam uma receita maior, isso é claro, mas acho que o mais importante é executarmos aquilo que prometemos. Não podemos assumir compromissos com algo que não somos capazes de entregar". 

“Então, acredito que isso foi algo que o mercado entendeu. Acho também que as pessoas reconhecem as oportunidades — mas precisamos ser prudentes ao aplicá-las", finalizou. 

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