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'Dobradinha' do time alemão na sexta-feira no Bahrein pode não ter sido um resultado tão inteligente segundo o ex-chefão da categoria

George Russell, Mercedes

Entidade reguladora da Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está em uma situação complicada no momento. Embora o chefe da Mercedes, Toto Wolff, tenha a certeza de que seu novo motor cumpre todas as regras técnicas, outros fabricantes defendem o contrário. 

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Diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis já deixou claro que a organização quer resolver a situação envolvendo a medição da taxa de compressão o mais rápido possível, esclarecendo que eles desejam "que a disputa seja travada nas pistas, e não nos tribunais ou nas salas dos comissários”. No entanto, o fato de George Russell e Kimi Antonelli terem sido os mais rápidos na primeira semana de testes no Bahrein não ajudou a causa da Mercedes, que, na quinta-feira, já tinha levantado a suspeita de que estaria “escondendo o jogo”, como sugeriu Max Verstappen.

Embora Wolff tente minimizar a situação, alegando que a diferença entre eles e seus rivais é de apenas “dois ou três cavalos”, o jornalista alemão Ralf Bach, do portal F1-Insider, refuta essa afirmação.

“Minhas fontes dizem que isso é ridículo, porque uma diferença de dois ou três cavalos pode existir até mesmo entre dois motores idênticos do mesmo fabricante. Você pode confiar em nossos especialistas, não estamos falando de dois ou três cavalos, mas de uma diferença de 0,2-0,3 segundos por volta, dependendo das características da pista", explicou. 

Essa situação assusta a FIA pois há oito carros com unidades de potência Mercedes no grid, levando em consideração o time de fábrica e as equipes clientes - McLaren, Williams e Alpine, que poderiam ser muito superiores em relação ao restante. 

Enquanto a Comissão de F1 da FIA se prepara para uma reunião na próxima quarta-feira (18), visando reavaliar possíveis alterações nas regras para resolver a questão das unidades de potência, Honda, Audi e Red Bull-Ford teriam se unido para tentar barrar o suposto 'truque' com um protesto formal à FIA. Acreditava-se que a Ferrari também participaria da contestação, porém, Fred Vasseur esclareceu a opinião do lado de Maranello. 

“Não estamos lá para protestar”, disse o chefe da Ferrari ao portal The Race. “Estamos lá para termos uma regulamentação clara e para que todos a compreendam da mesma forma. Mas não falamos em protestar".

Agora, em entrevista à imprensa suíça, o 'ex-chefão' da F1, Bernie Ecclestone, também opinou sobre a discussão. Acompanhando de perto os acontecimentos no Bahrein, ele insinuou que a Mercedes cometeu um 'erro estratégico' com a dobradinha da sexta-feira e fez a seguinte advertência: “Se seus rivais já estão protestando contra você e seu motor, talvez seja melhor controlar um pouco o ritmo!".

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