F1: "Estamos mais devagar que a F2", dispara Hamilton sobre carros de 2026
Heptacampeão também criticou complexidade dos novos monopostos
Lewis Hamilton, Ferrari
Foto de: Zak Mauger / LAT Images via Getty Images
Lewis Hamilton foi para a pista com o SF-26 na manhã desta quarta-feira, no primeiro dia de testes oficiais da Fórmula 1 no Bahrein, e foi sincero nos comentários sobre a nova geração de carros. Crítico assumido da era do efeito solo, que acabou no fim de 2025, o britânico saiu do shakedown de Barcelona dizendo que os monopostos deste ano eram "mais divertidos de pilotar", porém, mudou o tom após as sessões de hoje.
"O carro é menor, mais leve e na verdade mais fácil de controlar. É divertido, mas acho que estamos mais devagar que a GP2 [atual F2] agora. É a sensação que temos", disse Hamilton em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.
O britânico da Ferrari fez 52 voltas em Sakhir. Para ele, o suficiente para sentir a diferença no comportamento do carro em relação ao ambiente: "Barcelona não foi tão ruim, mas aqui tem muito mais poeira, é muito mais quente... então é muito mais difícil de encontrar o balanço certo. Lá, são cerca de 600 metros de lift and coast (tirar o pé antes da frenagem para economizar energia) em uma volta de classificação, o que não é muito comum. Aqui, não conseguimos fazer isso porque há uma zona de frenagem, então isso definitivamente não ajuda".
Hamilton ainda falou sobre a complexidade do novo sistema de recuperação de energia. Em 2026, a unidade de potência irá operar sendo alimenta 50% pelo motor de combustão interna e 50% pela parte elétrica.
"Nenhum dos fãs irá entender, é ridiculamente complexo. Tive sete reuniões em um dia e eles [engenheiros] nos explicaram como funciona. Eu não sei, parece que precisamos de um diploma para entender tudo", admitiu. "Em termos de gerenciamento eu diria que é bem simples. Talvez em ritmo de corrida seja diferente, como dá para ver. Mas também existe um sistema que pode, automaticamente, assim que você termina uma volta, aprender a forma como você está pilotando".
"Mas, por exemplo, se você trava a roda e sai da pista, como isso aumenta a distância percorrida, acaba afetando aquele algoritmo. Então estamos apenas tentando dominar isso e entender melhor, mas todo mundo está no mesmo barco", finalizou.
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