F1: Excesso de peso pode custar à Williams 0,7 segundos por volta
Carro da equipe de Grove estaria 20kg mais pesado que os concorrentes, segundo o jornal Marca
Alex Albon e Carlos Sainz, com o novo FW48, completaram um total de 422 voltas, alcançando um bom nível de confiabilidade do carro e do motor. No entanto, do outro lado da moeda, os cronômetros não contam uma história muito animadora para a Williams. Com o término da primeira maratona de testes de três dias da Fórmula 1 no Bahrein, o cenário é ao mesmo tempo promissor e preocupante.
A verdadeira alegação "alarmante" para a equipe britânica, que ficou mais de 3 segundos atrás do tempo de Kimi Antonelli, veio da imprensa espanhola. Segundo o jornal espanhol Marca, o carro de Grove pesa cerca de 20 quilos a mais que os concorrentes.
20 Quilos = Perda de 0,7 Segundos por Volta
No mundo implacável da matemática da Fórmula 1, essa diferença de peso significa uma perda de 0,6 a 0,7 segundos por volta no circuito de 5,4 km de Sakhir.
Em uma distância de corrida, essa diferença representa ficar cerca de 40 segundos atrás dos líderes. Isso limita a Williams não apenas contra os líderes, mas também na disputa com rivais de meio de pelotão como Haas e Racing Bulls.
Carlos Sainz, Williams
Fotoğraf: Glenn Dunbar / LAT Images via Getty Images
Mas de onde veio esse peso extra? Segundo apuração do Motorsport.com Brasil, o FW48 não passou nos testes obrigatórios de colisão da FIA na primeira tentativa. A equipe teve que tomar medidas urgentes para reforçar o chassi e passar no teste, o que fez o carro ficar muito mais pesado do que o planejado.
Embora a direção da Williams evite explicações detalhadas, essa crise bagunçou todo o programa de preparação. A equipe britânica perdeu os testes de Barcelona em janeiro e também não conseguiu entregar várias peças aerodinâmicas planejadas para o Bahrein.
Na situação atual, o FW48 não é apenas pesado, mas também está atrás dos concorrentes em atualizações aerodinâmicas.
No último dia de testes, as voltas de Albon durante a simulação de corrida ficaram em média dois segundos mais lentas por volta que os pilotos da Mercedes. Em compostos médios, a diferença chegou a até três segundos em alguns momentos. O problema de "instabilidade na frenagem" que muitas equipes enfrentam, combinado com o chassi pesado da Williams, torna a pilotagem ainda mais caótica para os pilotos.
A equipe com sede em Grove está acelerando o "programa de emagrecimento" na fábrica. No entanto, substituir as peças pesadas por versões mais leves vai levar tempo. Os engenheiros da Williams apontam para o GP do Bahrein, em abril, como meta para economizar peso e ter um pacote aerodinâmico eficiente.
Se esse plano der certo, os torcedores da Williams podem não precisar perder a esperança imediatamente - afinal, há um calendário enorme com mais de 20 corridas pela frente. Mas nas três primeiras provas da temporada, Albon e Sainz enfrentarão uma luta pela sobrevivência bastante difícil.
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