F1: Ferrari acredita que poderá modificar motor ainda em 2026; entenda
Vasseur defende que a equipe de Maranello se encaixará nas exigências do ADUO até o meio da temporada
Lewis Hamilton, Ferrari, George Russell, Mercedes
Foto de: Toshifumi Kitamura - AFP - Getty Images
Em 2026, por conta das mudanças no regulamento da Fórmula 1, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) definiu que as montadoras (Mercedes, Ferrari, Red Bull-Ford, Honda e Audi) terão algumas janelas de trabalho para com os seus motores caso o desempenho esteja muito abaixo do ritmo imposto pela unidade de potência melhor colocada - o ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização).
Essa nova diretriz irá permitir que as fabricantes que estão de 2% a 4% abaixo do desempenho do melhor motor recebam horas e verba extra para trabalhar em suas fábricas e tentar melhorar a unidade de potência.
Por exemplo, no momento, a Mercedes tem a liderança do campeonato, com o motor mostrando o melhor ritmo do grid, portanto, ela se torna o ponto de referência para as análises. Isso deve acontecer a cada seis corridas, com o primeiro período marcado para o GP de Miami, antes do cancelamento das corridas no Bahrein e Arábia Saudita. Segundo informações do The Race, a FIA deve adiar a primeira concessão para o GP de Mônaco, que se torna a sexta corrida do calendário.
A Ferrari está como a segunda melhor colocada na tabela de construtores - sendo fornecedora da Haas e Cadillac. Porém, mesmo com os resultados que parecem bastante positivos, Fred Vasseur acredita que a equipe de Maranello poderá se encaixar nos critérios do ADUO e, assim, fazer mudanças em seu motor.
"Não estou convencido de que a nova regra da taxa de compressão vá mudar tudo, [que trará] uma mudança drástica", disse o chefe do time italiano, mencionando a adição de novas formas de medir a taxa de compressão, área cinzenta explorada pela Mercedes.
"Trata-se mais de que, em determinado momento, teremos a ADUO, e a inclusão da ADUO será uma oportunidade para reduzirmos essa diferença".
Caso a Ferrari (ou qualquer outra montadora) seja aprovada para o uso do ADUO, eles poderão fazer duas mudanças nos motores da atual temporada e mais duas no ano seguinte. No caso da equipe de Maranello, parece improvável que eles consigam a liberação da FIA, uma vez que o desempenho em pista não está tão longe do ritmo da Mercedes.
No entanto, as métricas usadas para fazer essas medições são mantidas em segredo. Sabemos que foi criado um Índice de Desempenho do Motor de Combustão Interna (ICE) para medir cada motor de maneira individual e independente.
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