F1: Ferrari busca virada interna com engenheiros vindos da Mercedes
Atual diretor técnico da Scuderia, Loic Serra buscou engenheiros de Brackley para auxiliar nos processos de simulação e de túnel de vento da equipe italiana
A Ferrari está reforçando suas fileiras com profissionais úteis para equilibrar as recentes saídas do time de Fórmula 1. O diretor técnico, Loic Serra, foi buscar onde conhece: não deve surpreender, portanto, que as duas últimas contratações sejam de ex-engenheiros da Mercedes. Ambos vêm de Brackley, onde o francês atuava antes de chegar a Maranello em outubro de 2024.
A equipe italiana fortaleceu suas estruturas sem atrair nomes de grande destaque, mas foi buscar profissionais que podem trazer um certo conhecimento especializado.
Nos últimos dias, já se ouviu o nome de Shaid Farzand, o especialista que se tornou engenheiro sênior de Performance e Simulador no início de 2023, dedicando-se ao Tyre Modelling Group, ou seja, o grupo de trabalho da Mercedes que ganhou cada vez mais importância para entender como usar a janela de funcionamento dos pneus Pirelli nos simuladores.
Shaid Farzan
Farzan, durante seus sete anos no Reino Unido, conquistou a admiração de Serra, que o quis em sua equipe em Maranello, considerando sua competência específica associada ao profundo conhecimento do mundo virtual.
Na Gestão Esportiva da Scuderia, entrou há pouco mais de um mês também Giulia Zoppini, que veio para reforçar o departamento comandado por Diego Tondi. Natural de Dueville, Vicenza, 30 anos, é formada em engenharia aeroespacial em Pádua, mestre em engenharia aeronáutica pelo Politécnico de Milão antes de realizar um doutorado na Delft University of Technology, na Holanda, que fazia parte do Conselho Europeu de Pesquisa.
Giulia Zoppini
A italiana dedicou-se à medição, compreensão e controle das instabilidades do fluxo transversal para a redução da resistência. Giulia trabalhou em medições espaço-temporais avançadas de instabilidades de fluxo cruzado em um túnel de vento de baixa turbulência, que é a base dos testes em túnel de vento no desenvolvimento dos ágeis monopostos que irão inaugurar a revolução regulatória de 2026.
Sua formação, portanto, foi de altíssimo nível e não deve surpreender se ela escolheu seguir o mundo da F1 em vez do da aviação, pois as respostas ao trabalho de pesquisa aparecem em prazos muito mais curtos.
Zoppini passou dois anos na Mercedes antes de ser chamada para Maranello. Chega à equipe aerodinâmica, que está em fase avançada de realização do projeto 678, mas ela será um recurso útil no crescimento da Ferrari.
Há quem diga que os grandes nomes da engenharia evitam a Ferrari, mas é inegável que a equipe está se fortalecendo com jovens de grande talento que deverão contribuir para o crescimento da Scuderia, talvez modificando modos de trabalho e processos que, talvez, há muito tempo estejam travados pelo mantra “na Ferrari sempre fizemos assim”.
MARKO FORA da RED BULL, Norris CALA BOCAS, BAND na F1, Max MAIOR e ano de BORTOLETO | TIAGO MENDONÇA
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