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Análise

Veja como a Ferrari está 'por trás' do modelo da Alpine-Renault na F1

Plano de negócios do time de Maranello servirá como base para a nova fase da montadora francesa na categoria máxima do automobilismo

Fernando Alonso, Renault R25, leads Michael Schumacher, Ferrari F2005

Enzo Ferrari nunca escondeu o fato de que sempre montou sua operação de carros de turismo para que pudesse financiar sua equipe de Fórmula 1. Independentemente da motivação, foi um plano brilhante, já que o negócio e o time de F1 alimentaram os sucessos um do outro.

Tal via de mão dupla não está muito longe da visão que o novo CEO da Renault, Luca de Meo, tem para a marca Alpine, que nomeará a equipe de F1 da montadora francesa a partir do ano que vem.

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Desde que chegou à Renault em julho, de Meo teve que tomar algumas decisões rápidas a fim de traçar um caminho para sair da crise financeira causada pela pandemia de coronavírus para toda a montadora.

Parte disso incluiu uma avaliação do projeto para a F1. Mas, assim como aconteceu com outras equipes, a chegada do teto orçamentário da F1, aliada a uma reestruturação da divisão de prêmios em dinheiro, facilitou a permanência.

É por isso que, com essa situação resolvida, de Meo vê a chance de recriar o modelo de negócios original da Ferrari: "Acho que a parte interessante será o negócio que criarmos em torno do automobilismo, para realmente financiar a atividade".

“Minha ideia é que essa coisa se feche sozinha, em um loop, para que possamos garantir tudo e dar perenidade ao comprometimento e engajamento do grupo no automobilismo. É uma esperança. Temos que fazer contas. Temos que ver que tipo de negócio veremos aqui [na Renault]. E também que tipo de produto precisamos lançar, quanto custa e qual é o retorno comercial disso? Mas eu já fiz isso no passado, então sei que pode funcionar”.

É um plano lógico e que justifica totalmente o potencial da mudança de nome da Renault na F1. Mesmo assim, o esforço que está sendo feito para promover a marca Alpine - e dar-lhe toda a atenção na F1 - tem suas consequências. Isso porque a montadora francesa corre o risco de perder qualquer benefício de marketing do futuro sucesso da equipe na qual investiu milhões ao dar o destaque para a Alpine.

De Meo acha, porém, que a Renault é uma marca grande demais para que as pessoas não associem nada do que a Alpine-Renault conquistar à empresa-mãe de carros de turismo. E, para elem está claro que as oportunidades oferecidas pela reformulação da marca Alpine superam em muito qualquer aspecto negativo do que isso significa para a identidade da marca Renault.

"Estamos aqui há 120 anos. Portanto, não acho que um movimento como esse prejudique qualquer consciência, simpatia ou percepção da Renault. Quer dizer, é um fabricante histórico e tradicional, grande o suficiente. É conhecido em todos os lugares. Temos muitos problemas e muitos desafios, mas não acho que tenhamos um grande problema de conscientização em geral”.

“É uma forma de seguir em frente, de fazer algo novo, que seja atraente para o público e muito confiável. Portanto, estou confiante de que poderá ser uma história muito, muito boa”, completou o dirigente.

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